terça-feira, 29 de junho de 2010

MCT projeta novo recorde de investimentos em inovação

Dados do Ministério da Ciência e Tecnologia indicam que os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação vão bater novo recorde. A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) espera, no caso da aplicação da Lei do Bem, contabilizar cerca de 800 empresas e R$ 10 bilhões de investimentos na área, relativos a 2009.

Os valores são significativamente maiores na comparação com 2006, quando 130 empresas gastaram em torno de R$ 2 bilhões em processos inovadores. Em 2007, eram 300 empresas e R$ 5,1 bilhões de investimentos. O recorde foi superado em 2008, com um total de 460 adesões e R$ 8,1 bilhões investidos.

A previsão está baseada nas primeiras informações repassadas pelas empresas à Setec. O prazo para enviar os dados ao departamento encerra no final de julho. “Tudo indica que as empresas brasileiras reagiram positivamente à crise, aumentando o seu nível de investimento, especialmente em inovação. Podemos imaginar esses números, com uma boa margem de acerto; e isso é significativo, algo da ordem de 0,30% do Produto Interno Bruto”, calcula o secretário Ronaldo Mota.

Na avaliação do secretário, apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O país é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.

“Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial. Isso está se dando num processo muito acelerado, mas é uma das nossas grandes dificuldades”, reconhece.

* Com informações do MCT

:: Da redação*
:: Convergência Digital :: 28/06/2010

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

FREE - Case Dudalina: meio século de empreendedorismo de alto impacto - 30/06/2010 • Horário: 9h - 10h30 (Welcome Coffee 8h30) • Local: Insper



Como manter o legado dos fundadores e construir uma das maiores empresas do seu setor? Esta é a trajetória da Dudalina, fundada em 1957 pelo casal Adelina e Duda e que se tornou a principal camisaria da América Latina, com mais de 1200 funcionários e 50 milhões de camisas produzidas.
 
No próximo workshop Endeavor Sônia Hess, atual presidente da Dudalina e a sexta entre 16 filhos de Adelina e Duda, falará sobre a trajetória de superação e inovação constante da empresa, os desafios de empreender em família e como os obstáculos encontrados no início de sua gestão foram transformados em novas oportunidades.
 
Participe e venha se inspirar com essa história de sucesso! 



Sônia Regina Hess de Souza. É catarinense, nascida em 06 de outubro de 1955, casada com João Miranda de Souza Junior, 3 filhas, residente da cidade de São Paulo. É a 6ª filha de uma família  e 16 irmãos, cujos pais - Rodolfo (Duda) e Adelina - fundaram a Dudalina S/A, empresa de moda masculina do sul do país. Cursou Administração de Empresas e em 1974 especializou-se em confecção, pela empresa Unyl de Barcelona (Espanha). De 1977 a 1983 trabalhou em empresas de confecção em Minas Gerais, retornando em 1983 a Dudalina, onde atuou nas áreas Industrial, Comercial, Marketing e Desenvolvimento de Produto. Em janeiro de 2003 assumiu a Presidência da Dudalina S/A, cargo que ocupa atualmente.


 


Este evento é gratuito. Faça sua inscrição clicando aqui.

Data: 30/06/2010 • Horário: 9h - 10h30 (Welcome Coffee 8h30) • Local: Insper  (ver mapa)

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Você faz Hip Hop? Então se ligue nesse prêmio…

Se você faz Hip Hop, se liga nessa dica. Até o dia 05 de julho você pode se inscrever e concorrer ao Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez. O concurso premiará iniciativas de fortalecimento das expressões culturais do Movimento Hip Hop, contribuindo para sua continuidade e para o fomento de artistas, grupos e comunidades praticantes dos diferentes elementos do gênero no Brasil, contemplando as macrorregiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste). Na edição deste ano o Prêmio homenageará o maranhense Márcio Vicente Góes, o Preto Ghóez, liderança responsável pela fundação do Movimento Hip Hop Organizado Brasileiro (MHHOB), autor do livro A Sociedade do Código de Barras: o Mundo dos Mesmos e vocalista do grupo Clã Nordestino, falecido em 09 de setembro de 2004. Para saber como participar e enviar seu trabalho, visite o Site do Prêmio Cultura Hip Hop 2010. Informações e esclarecimentos referentes ao edital poderão ser obtidos  pelo endereço eletrônico premioculturahiphop2010@institutoempreender.org.br ou pelo telefone/fax (61) 3225 2780, de segunda a sexta, das 9 às 18h.

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Universidade lança site para prever resultados da Copa do Mundo

Universidade lança site para prever resultados da Copa do Mundo
No site, o torcedor poderá fornecer sua opinião a respeito dos placares dos jogos, interagindo com a equipe de pesquisadores por meio de um simulador de chances.[Imagem: Divulgação]
Previsão dos resultados da Copa

Pesquisadores do Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um novo modelo estatístico para a previsão dos resultados dos jogos da Copa de 2010.

O projeto, coordenado pelo professor do Francisco Louzada Neto, resultou em um modelo estatístico dinâmico com estimativas das chances de cada time atingir cada etapa da Copa do Mundo.

O modelo é baseado em um sistema de simulação computacional, com a inserção de dados quantitativos e qualitativos que avaliam a possibilidade de cada seleção evoluir durante o torneio.

Probabilidade de ser campeão

Para o cálculo das probabilidades de vitória, empate e derrota em cada partida, a ferramenta combina informações subjetivas, como a opinião de especialistas e palpites de torcedores acerca do placar dos jogos, com dados objetivos, como o ranking divulgado pela FIFA.

A partir dos dados, a ferramenta estatística levanta as probabilidades dos times alcançarem cada uma das etapas da fase eliminatória e as chances de se sagrarem campeões do torneio.

Como a ferramenta é dinâmica, ela possibilita a atualização dos dados e inserção dos resultados dos jogos no decorrer do campeonato e, dessa forma, as probabilidades de vitória acompanham o rendimento de cada equipe na competição.

Opinião dos torcedores

No site da ferramenta, o torcedor poderá fornecer sua opinião a respeito dos placares dos jogos, interagindo com a equipe de pesquisadores por meio de um simulador de chances.

Com isso, o torcedor conhecerá as chances dos times alcançarem cada uma das etapas da fase eliminatória da Copa.

Além de analisar os resultados em competições esportivas, a ferramenta desenvolvida pelo CER também pode ser utilizada para análise de riscos e desempenho em outros setores, como, por exemplo, atividades financeiras.

O endereço do site é www.copa2010.ufscar.br.


Fonte Inovação Tecnológica - 23/06/2010

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Palestra Gratuíta - Estratégia Global das Multinacionais Chinesas - 24/6/2010 ( 9h às 12h )

Inscrições:

Vagas limitadas
Palestra em inglês
Evento gratuito
Inscrição:  candidato@espm.br ou 11 5081-8225

Local: Auditório Profª Aylza Munhoz - ESPM - Campus Rodolfo Lima Martensen

Informações:

Tema: O Termo “China goes Global” se refere ao significante investimento no exterior feito por empresas chinesas desde o inicio dos anos 2000. Enquanto alguns importantes componentes de sua estratégia e comportamento são consistentes com o que podemos observar nas empresas de outros países, a chegada das multinacionais chinesas na esfera global criou uma série de impactos únicos. Com ênfase nas implicações desse comportamento empresarial no mundo globalizado, a palestra discutirá também idéias práticas para a ação dos Gestores de Negócios.

Palestrante: Mike W. Peng – PhD pela Universidade de Washington, Professor de Estratégia Global na Universidade do Texas, ganhador do Prêmio National Science Foundation CAREER e autor de 5 livros e 80 artigos.  
 
Programa:        
9h30 Abertura – Diretoria da ESPM e Diretoria da Editora Cingage
10h Palestra
11h30 Espaço para perguntas e respostas
12h Encerramento

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Olimpíadas de Robôs na China e Feira de Engenharia no ABC - Pebolim Inteligente - Programa para vagas em Shoppings e Estacionamentos etc...

China tem Olimpíadas de robôs

Nos Jogos Olímpicos Internacionais de Huro, no norte da China, os atletas que disputam as 17 modalidades esportivas são todos robôs de até 60 centímetros de altura com cabeça, dois braços e duas pernas.

Nos cinco metros sem barreiras, venceu a criação de Mieyong Baek, da Coreia do Sul, com o tempo de 20 segundos.

Uma das atrações do evento foi o robô do estudante Song Chao, que lançava golpes de kung fu coreografados ao som da canção Guys Have to be Self-Reliant.

No boxe, a luta arrancou risos da plateia, enquanto os robôs tentavam nocautear o adversário.

No concurso de dança, um dos robôs até falou com a audiência: o ciborgue disse estar envergonhado e agradeceu a todos.

O evento foi organizado pela Base de Inovação Robótica, pelo Instituto de Tecnologia Harbin e pela Associação chinesa de Inteligência Artificial.

A competição termina na quarta-feira, dia 23 de junho.


Feira de engenharia no ABC mostra pebolim inteligente

Estudantes também criaram sistema que acha vaga em estacionamento.
E luz de freio que avisa motorista sobre situações de emergência.

Estudantes de engenharia elétrica de São Bernardo do Campo, no ABC, inventaram um pebolim (ou totó) inteligente, para um jogador só, no qual um dos times é controlado por braços automáticos, comandados por um programa de computador.  A novidade é uma das atrações da exposição que termina nesta segunda-feira (21) às 22h.

Outro aparelho é ligado a um programa informatizado para acabar com o problema dos motoristas que ficam dando voltas no estacionamento em busca de uma vaga. O sistema indica onde tem lugar disponível.

"Você vai saber a vaga que você vai parar logo na entrada do estacionamento. Quando você entra no estacionamento essa vaga fica reservada para você. A vaga fica com o status de reservada, ou seja, não vai ser disponibilizada para nenhum carro que entrar", diz Lucas Costa.

Para evitar acidentes no trânsito, uma equipe criou a luz de freio que pode emitir avisos para quem vem atrás do veículo: é o dispositivo anticolisão traseira.

"Ele serve para avisar o motorista que vem atrás de você o que está acontecendo para evitar uma colisão traseira com antecedência”, diz Bruno Moreira.

Um outro grupo criou um sistema de auto-afinação instalado na guitarra e pré-programado. "A vantagem, é velocidade para afinar a guitarra principalmente para estudantes", diz Caio Mazzini. "Ele vai poder escolher o padrão de afinação dele e a partir dai se divertir e tocar o padrão desejado."

Do G1 SP

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Cursos Gratuitos. - Oficinas culturais oferecem 14 mil vagas em São Paulo

Atividades serão oferecidas em todo o estado.

Paulistas de todo o estado terão a oportunidade de participarem gratuitamente de 21 oficinas culturais que vão oferecer 14.027 vagas em 234 atividades durante as férias de julho. As inscrições começaram nesta segunda-feira (21).

Veja o site do projeto Oficinas Culturais

Para participar os interessados devem ir até uma das oficinas que participam dos cursos de férias. São vários temas: percussão, dramaturgia, artes circenses, grafite, dança com rítmos da periferia como o hip hop, construção de brinquedos com materiais alternativos, preservação do patrimônio histórico, cultura caipira, fotografia, interpretação, educação ambiental, contação de histórias.

Locais para se fazer a inscrição:

Capital
Alfredo Volpi - Itaquera
Amácio Mazzaropi - Brás
Luiz Gonzaga - São Miguel Paulista
Maestro Juan Serrano - Vila Brasilândia
Oswald de Andrade - Bom Retiro
Casa Mário de Andrade - Barra Funda
Projetos Regulares
Projeto Arquimedes Projeto Barracão Projeto Talentos Especiais Terceira Idade

Interior
Altino Bondesan - São José dos Campos
Candido Portinari - Ribeirão Preto
Carlos Gomes - Limeira
Fred Navarro - São José do Rio Preto
Gerson de Abreu - Iguape
Glauco Pinto de Moraes - Bauru
Grande Otelo - Sorocaba
Guiomar Novaes - São João Boa da Vista
Hilda Hilst - Campinas
Lélia Abramo - Araraquara
Pagu - Santos
Sérgio Buarque de Holanda - São Carlos
Silvio Russo - Araçatuba
Tarsila do Amaral - Marília
Timochenco Wehbi - Presidente Prudente


http://www.assaoc.org.br/
Do G1 SP

22/06/2010 07h03 - Atualizado em 22/06/2010 07h33

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

USP Leste terá incubadora - O acordo prevê um investimento de R$ 842 mil para construir um prédio que terá uma área de 683 m², com capacidade inicial de receber oito empresas a partir de 2011.

A Universidade de São Paulo (USP) assinou um acordo com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento para criar uma incubadora de empresas tecnológicas na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, localizada na Zona Leste da cidade.

O acordo prevê um investimento de R$ 842 mil para construir um prédio que terá uma área de 683 m², com capacidade inicial de receber oito empresas a partir de 2011.

Denominada USP Leste Tec, a incubadora receberá projetos de inovação tecnológica que possam, principalmente, beneficiar a população da região.

Segundo a USP, as metas são incubar no período de cinco anos pelo menos 20 empresas, além da obtenção de pelo menos duas patentes por ano a partir do segundo ano de atuação. Outro objetivo é que a incubadora possa pagar pelo menos 30% das despesas com sua receita.

Para serem incubadas, as empresas terão que apresentar um plano de negócios, que será analisado por um comitê. Elas também pagarão por alguns serviços específicos como uso de instalações e royalties sobre o lucro.

A incubadora será um embrião de um projeto maior, que existirá no Parque Tecnológico da Zona Leste, projetado pelo governo estadual com a Prefeitura de São Paulo e a EACH.

Localizado numa área de 203 mil km² próxima ao campus da USP na Zona Leste, o parque integrará grandes empresas, centro de convenções, pavilhão de exposições, auditório, área de serviços e alimentação, edifício comercial e laboratórios da EACH, da Faculdade de Engenharia Industrial e do Instituto Mauá de Tecnologia.

Mais informações: www.usp.br 

18/6/2010

Agência FAPESP

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

USP cria sensor para alertar chegada de enchentes

USP cria sensor para alertar chegada de enchentes
A rede de sensores sem fios possibilita que a população da área a ser atingida pela enchente seja avisada com antecedência. [Imagem: Marcos Santos]
Exemplos como o de São Paulo, onde durante o verão o excesso de chuvas, unido a problemas de infraestrutura, intensifica o trânsito e deixa desabrigados, ou de São Luis do Paraitinga, que teve recentemente parte de seu centro histórico destruído, mostram que o problema das enchentes é recorrente.

Tendo em vista a urgência de enfrentar um problema com data marcada para retornar, pesquisadores da USP de São Carlos (SP) criaram um protótipo de uma rede de sensores sem fio (RSF) capaz de prever a iminência de uma enchente.

Enchente e poluição

O protótipo, criado dentro do projeto REde (Rede de sensores para Detecção de Enchentes) possibilita que a população da área a ser atingida seja avisada com antecedência.

O projeto começou na Inglaterra, por iniciativa do professor Daniel Hughes, da Universidade de Liverpool. Em visita científica ao Brasil, o docente trouxe a ideia e o trabalho começou a ser desenvolvido também por professores da USP.

A versão brasileira do trabalho logo ganhou um recurso adicional: além de prever enchentes, o sistema brasileiro, pensado para grandes cidades, mede também o nível de poluição dos rios.

Sensor de enchentes

A rede RSF é formada por um computador com o tamanho aproximado de uma caixa de fósforos, que fica instalado na margem do rio.

Ligado ao computador estão três sensores analógicos. Um deles, no fundo do rio, mede a pressão das águas; quanto maior a pressão, maior a probabilidade de inundação.

Outro sensor, também no fundo do rio, permite medir o nível de poluição medindo a condutividade da água; quanto mais limpa ela está, menor será sua condutividade elétrica.

O terceiro sensor, acoplado ao computador na margem, é um acelerômetro, criado para saber se alguém está mexendo no equipamento, o que evitaria eventuais roubos e vandalismos. O equipamento contém ainda uma câmera para auxiliar na precisão das informações.

A cada cinco minutos estas informações são transmitidas para um computador central que avisa aos moradores da iminência de uma enchente, por meio de um alarme ou por mensagem de texto pelo celular.

O computador na margem é lacrado para funcionar mesmo se estiver submerso e, para poupar bateria, é alimentado por energia solar, captada através de painéis semelhantes aos usados em radares de velocidade.

Alerta de enchente

O professor Jo Ueyama esclarece que o objetivo é minimizar problemas causados pelas enchentes: "Não podemos fazer com que não chova, mas podemos diminuir os prejuízos".

Com a emissão do alerta, a população pode se retirar para áreas mais seguras ou ainda retirar bens mais preciosos da área que será alagada.

Órgãos como as companhias de engenharia de tráfego também seriam avisados para que interditassem vias e redirecionassem o tráfego, evitando que carros passassem em ruas inundadas ou em vias prestes a alagar.

Enchentes de São Paulo

O professor diz que o projeto, testado próximo ao campus da USP em São Carlos, já foi apresentado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, e aguarda para ser implementado na capital.

A ideia é que os sensores estejam inicialmente na Marginal Tietê, da Ponte da Casa Verde até a Ponte das Bandeiras. A confluência entre o Tietê e Tamanduateí está incluída no trajeto e, graças ao sensor de poluição, será possível comparar qual dos dois rios é mais poluído.

Futuramente, o professor Ueyama pensa na possibilidade de disponibilizar o sistema como software livre para prefeituras de municípios do estado de São Paulo e também para cidades de outros estados que possam ser afetadas por enchentes.

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/06/2010

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Universidades particulares poderão ampliar atividades de pesquisa científica

As universidades particulares poderão passar a contar com o Programa de Estímulo às Atividades de Pesquisa Científica. A autorização para a criação do programa foi aprovada ontem (9) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), do Senado, em decisão terminativa, e passará por uma nova votação na comissão, em turno suplementar, na próxima semana.

Pelo substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a participação das universidades privadas no programa será obrigatória, mas as demais instituições privadas de ensino superior, se optarem também por participar, terão igualdade de condições em relação às universidades.

De acordo com o texto, o programa tem como objetivo apoiar atividades de pesquisa científica e tecnológica nas instituições privadas de ensino superior. Também visa contribuir para a capacitação dessas instituições no desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica e ainda apoiar a transferência de conhecimentos e tecnologias para o setor produtivo, órgãos públicos e atividades culturais.

Custos
O substitutivo, feito com base em proposta (PLS 409/03) do senador Hélio Costa (PMDB-MG), prevê como fontes de receitas: 2% do faturamento bruto das universidades privadas com taxas de matrículas e 20% da receita proveniente da comercialização de patentes, cultivares, marcas e outros resultados de pesquisas desenvolvidas com o apoio do programa. Também podem ser feitas doações de pessoas físicas, jurídicas e fundações.

O texto prevê ainda que despesas operacionais, de planejamento, prospecção, acompanhamento, avaliação e divulgação de resultados não poderão ultrapassar o montante correspondente a 3% do orçamento anual do programa.

O projeto original obrigava as instituições de ensino superior privadas a constituir a Fundação de Pesquisa Universitária, que teria sede em Brasília, mas poderia manter centros de pesquisa em qualquer parte do território nacional.

No substitutivo, Azeredo se baseou no modelo dos 16 fundos setoriais geridos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O relator também incorporou emenda da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que propôs, entre outras sugestões, que as atividades de pesquisa, transferência e difusão possam ser feita de forma compartilhada com instituições públicas de ensino superior ou de pesquisa.

10/06/2010 - 09:45

Com informação da Agência Senado

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Mestrado Profissional é bobagem" - Universidades devem formar inovadores, e não apenas cientistas

Cadeia da tecnologia e inovação

A universidade brasileira pode se tornar um elo eficiente na cadeia de tecnologia e inovação.

Mas para isso, além de formar pesquisadores em seus programas de pós-graduação, ela precisará começar a formar desenvolvedores, cujo perfil é mais adequado para as necessidades das empresas.

O ponto de vista defendido pelo engenheiro José Ellis Ripper Filho, presidente da AsGa S.A. (Soluções em Telecom), foi um dos destaques da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), realizada de 26 a 28 de maio, em Brasília.

Exemplo bem-sucedido de migração da academia para o mundo empresarial, Ripper fundou a empresa em 1989, quando era professor titular no Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A AsGa teve diversos projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP por meio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), especialmente para o desenvolvimento de tecnologias de transmissão em redes de fibras ópticas.

Cientistas versus inovadores

Segundo Ripper, a cultura da pós-graduação no Brasil se concentra na formação do pesquisador individual e, eventualmente, em um líder de pesquisas. Mas, afirma ele, as empresas não querem pesquisadores e sim desenvolvedores.

"São cabeças diferentes, formadas por culturas diferentes. O desenvolvedor é alguém que ajuda a equipe a resolver o problema. O trabalho de equipe é inerente ao desenvolvimento de produtos, de tecnologias e de processos. Não interessa à empresa apenas uma mente brilhante capaz de achar a solução sozinha, mas sim um indivíduo capaz de ajudar a equipe a resolver o problema", disse.

De acordo com Ripper, a cultura do pesquisador é altamente eficiente para as necessidades da universidade, onde a missão principal é formar recursos humanos e, consequentemente, a orientação de alunos é fundamental, mas não para as empresas, onde a atividade de desenvolvimento de produtos é inerentemente uma atividade coletiva. Mesmo em carreiras vistas como mais afeitas à inovação, a diferença cultural se manteria.

"A universidade tende a formar gente à sua imagem e semelhança, mesmo nas carreiras menos especulativas e mais aplicadas. Se tomarmos como exemplo a pós-graduação em engenharia nas duas maiores universidades paulistas, veremos que elas formam essencialmente pesquisadores de engenharia e não engenheiros. Isso não significa que alguns não se transformem em engenheiros, mas, do ponto de vista da universidade, ser pesquisador é visto como algo mais nobre", disse.

Mestrado empresarial "é bobagem"

A opção do mestrado empresarial, no entanto, não seria uma boa solução. "É bobagem. O que precisamos para a empresa em termos de conteúdo é o mesmo que precisamos para a pesquisa: formação sólida. A diferença não está no conteúdo, mas na forma da tese," afirmou.

Para Ripper, embora não seja incomum que pesquisadores se tornem desenvolvedores, é difícil mudar a cultura das universidades para estimular essa transformação.

"As instituições têm vocações mais rígidas do que as pessoas. Embora muitos pensem que a pesquisa e a prestação de serviços sejam objetivos da universidade, essas são apenas atividades meio para seu objetivo único, que é a formação de recursos humanos. Mas elas formam profissionais que vão passar 95% de sua vida lidando, nas empresas, com conhecimento que ainda não existe enquanto elas cursam a universidade", disse. Então não adianta inserir conteúdo prático e achar que é isso que as empresas querem.

Ênfase no desenvolvimento

Enquanto a universidade se dedica fundamentalmente à pesquisa, a empresa de porte médio só está interessada no desenvolvimento, segundo Ripper. "A ênfase da universidade na pesquisa a torna muito eficiente durante a fase especulativa de um projeto. É nessa fase que se pode gerar teses", afirmou.

Outra característica da universidade é o baixo risco relacionado às pesquisas.

"A formatura proporciona um fim natural às pesquisas. O doutorado termina e as ideias que foram levantadas ali podem ser abandonadas sem nenhum processo traumático. Em outras organizações, empresas ou institutos de pesquisas, não há 'formatura', portanto abandonar um projeto é visto como um fracasso, aumentando o risco de iniciar um projeto especulativo", afirmou.


Fábio de Castro - Agência Fapesp - 07/06/2010

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"Kit geladeira" reduz conta de energia em até 15%


Os pesquisadores calculam que a adoção do kit geladeira teria um efeito na economia de energia muito superior ao do horário de verão.[Imagem: Antonio Scarpinetti]

Uma simples geladeira é responsável por cerca de 30% dos gastos mensais das famílias brasileiras com energia elétrica.

Mas Mirko Chávez Gutiérrez e Vivaldo Silveira Júnior, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acreditam estar no caminho certo para diminuir esse impacto.

Eles desenvolveram um "kit geladeira" que, no estágio atual, já é capaz de economizar até 15% na conta de energia.

Condensador evaporativo

Os dois engenheiros criaram um dispositivo para a condensação evaporativa em refrigeradores domésticos. Os condensadores evaporativos são apenas utilizados atualmente em sistemas de refrigeração de maior porte, como por exemplo em câmaras frigoríficas.


Isabel Gardenal - Jornal da Unicamp - 08/06/2010

O kit geladeira é composto basicamente de um reservatório, de uma pequena bomba hidráulica e de um tubo de PVC, para a circulação e a distribuição de água que se condensa no exterior do refrigerador.

"O reservatório precisa se encaixar à recepção da água que está caindo, a fim de que possa ser bombeada novamente", diz Vivaldo.

Kit geladeira

Dependendo do interesse das empresas montadoras, o kit será facilmente implementado a um baixo custo e com a eficiência que o Brasil requer, afirma Silveira Júnior.

Ele considera que, se o dispositivo for levado à escala comercial, poderá se tornar mais adaptável e ganhar um design arrojado que acomodará melhor o sistema externo, embora já hoje, a partir desta pesquisa, possa ser aplicado a qualquer refrigerador, mesmo os mais antigos.

Com base nos dados obtidos com o protótipo, a economia no consumo global de energia elétrica residencial - em termos nacionais - chegaria a um patamar de 5%. "O resultado seria mais encorajador do que o obtido no horário de verão, que fica ao redor de 1%", relembra.

Vilões do consumo de energia

Gutiérrez centrou seu projeto na geladeira porque ela é utilizada por 96% das famílias brasileiras e é uma das vilãs no consumo de energia elétrica (o chuveiro ainda figura como o primeiro colocado).

Segundo o pesquisador, existem no Brasil poucas iniciativas efetivas que visem à economia energética nestes equipamentos.

O condensador evaporativo, ao contrário, provou ser uma estratégia viável, pois a tecnologia já era empregada com sucesso na indústria, ainda que sem aplicações domésticas.

Durante os testes, utilizaram-se diferentes condições de temperatura de ensaios para todas as regiões do país. Foram feitos experimentos em temperaturas ambientais baixas, como acontece no Sul (17 e 18ºC), e em temperaturas altas (32ºC), como no Nordeste. O equipamento mostrou-se eficientemente, de acordo com o pesquisador, em todos os arranjos de temperaturas.

Funcionamento do condensador

Na prática, esse condensador evaporativo promove a transferência de calor para a água de resfriamento.

A sua função é transferir calor do gás circulando por dentro dos tubos do sistema de refrigeração para a água, que os molham no lado externo. "Quisemos, portanto, aliar esta necessidade a uma tecnologia que possui uma aplicação industrial já atestada," destaca o engenheiro.

"Escolhemos uma geladeira antiga porque é certo que o seu consumo será maior. Foi uma forma de testar o experimento na pior situação", conta, mas reconhece que, quanto mais passa o tempo, as montadoras têm melhorado o sistema de refrigeração e de isolamento dos novos refrigeradores. "O nosso trabalho inclusive ajudaria muito nesse processo", sinaliza Gutiérrez.

Essa técnica adaptada deve "cair nas graças" da indústria, na avaliação do pesquisador, justamente por este favorecimento da água em promover a troca térmica neste local, onde de fato precisa haver dissipação de calor para adequar o ciclo termodinâmico da geladeira.

Para facilitar a sua dissipação, a água é circulada sobre o condensador. Ela evapora e troca calor mais facilmente neste local. Este favorecimento do sistema de refrigeração da geladeira como um todo mantém internamente sua operação normal e com melhor eficiência durante a troca térmica.

"Conseguimos inovar em termos de aplicação. Falta agora buscar uma parceria com alguma empresa que se interesse pela proposta, como as grandes fabricantes de refrigeradores. Seria uma contribuição para a eficiência energética, já que no momento precisamos encontrar meios de economizar energia e realizar o mesmo trabalho. A isso chamo eficiência energética", diz Silveira Júnior.

Tecnologia social

Ainda que esse dispositivo tenha um custo, ele foi concebido para atender a uma demanda social. "Não queríamos que o custo fosse elevado. O investimento inicial no kit é de apenas R$ 40,00 aproximadamente, por equipamento. Considerando que é uma tecnologia inovadora e de fácil aplicação, nota-se que ela tem tudo para impactar positivamente a comunidade em geral com o apelo de conseguir uma melhora do desempenho energético e de gerar uma poupança em famílias de qualquer parte do Brasil."

Agora a ideia dos engenheiros é combinar outros benefícios com este dispositivo em refrigeradores. "O sistema oscila menos e o compressor enfrenta menor tempo de parada e de partida. Além disso, mesmo do ponto de vista dos alimentos e de sua conservação, ele é desejável para manter uma temperatura mais uniforme dentro do gabinete da geladeira", comenta Gutiérrez. Pelo fato de ter uma temperatura com menores oscilações, os alimentos na geladeira alcançam um maior tempo de conservação.

Quanto à melhora de desempenho do sistema de refrigeração, foram efetuados cálculos para entender o que significam esses 15% que, à primeira vista, não dão a sua dimensão exata.

Contudo, levando em conta um custo de tarifa de R$ 0,331/kWh, que normalmente é a tarifa praticada pelas concessionárias de energia, ele representaria uma economia financeira mensal de R$23,44, segundo testes comparativos desenvolvidos com um refrigerador com e sem o dispositivo proposto.

"É uma economia considerável para uma conta residencial. Trata-se de um serviço de utilidade pública e uma forma de economizar energia de maneira eficiente", expõe o pesquisador. Soma-se a isso a vantagem de o sistema trabalhar sem exigir grandes modificações no seu funcionamento.

Segundo o autor da pesquisa, o governo brasileiro não tem sido omisso em buscar maneiras de melhorar a eficiência energética. Contudo suas estratégias atuais baseiam-se na troca de refrigeradores.

"As concessionárias trocam os refrigeradores mais antigos, devido ao seu maior consumo em relação aos atuais. Esta estratégia é apenas uma substituição", afirma. "Se alcançarmos a massificação do dispositivo estudado, será uma estratégia mais agressiva do que apenas substituir um equipamento por outro, sendo que este procedimento pode representar novos problemas ambientais. A nossa contribuição poderia ser maior neste caso."

Aprimoramentos necessários

Um inconveniente do dispositivo é que a dona de casa terá que preencher o reservatório de água todos os dias, para que funcione, já que ela se evapora a cada 24 horas aproximadamente. Manter a circulação da água e a sua evaporação são os benefícios que se colocam neste trabalho.

Por outro lado, o condensador da geladeira, que é o lugar mais quente do aparelho, realça Silveira Júnior, também será o mais úmido, neste caso. Por este motivo, o local pode se tornar um foco para o desenvolvimento de bactérias e de algas. Uma saída, aconselha, é realizar o tratamento químico da água. "Ela tem que estar isenta de sujeiras, exigindo-se um tratamento químico com algum bactericida que permita promover a sua circulação", aponta.

O tratamento químico da água utilizada no dispositivo deve ser mantido com índices por volta de 5ppm (parte por milhão) de cloro, por exemplo. "Os tratamentos disponíveis não encarecem o custo do dispositivo e, mais que isso, são necessários. Porém, frente ao bônus que ele proporciona, a despesa é baixa e não limita a sua aquisição pelas famílias", defende Gutiérrez.

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Temor é que instalação da PUC no prédio do antigo hospital da Bela Vista possa encobrir negócios ilegais" - Controladora da PUC diz a reitor que desfaça negócio

Fundação reprova participação na compra de prédio do Umberto Primo

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

A Fundação São Paulo, mantenedora da PUC (Pontifícia Universidade Católica) recomendou ontem que o reitor Dirceu de Mello desfaça o negócio em que a universidade ocuparia o prédio do Hospital Umberto Primo, na imediações da avenida Paulista.
A interpretação da fundação é que o reitor colocou a PUC-SP num negócio que pode virar negociata, já que os compradores do imóvel são desconhecidos.
Ontem, a Folha revelou que o reitor assinou um protocolo de intenções com um grupo completamente desconhecido no Brasil, o WWI (World Wide Investments).
Pelo protocolo assinado com o WWI, a PUC pagaria um aluguel mensal de cerca de R$ 700 mil para ocupar uma fração do imóvel.
Outra parte seria usada para a construção de uma torre comercial e de um hotel superluxo. Inicialmente, o reitor anunciou que a PUC havia comprado o prédio.
O WWI não é o dono do imóvel, que pertence ao Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil. A PUC faria parte de uma operação triangular: o WWI compra o prédio do Previ por cerca de R$ 120 milhões, constrói as novas instalações e aluga a parte antiga para a universidade.
Um dos temores da fundação, segundo a Folha apurou, é que a PUC sirva de biombo para uma operação de lavagem de dinheiro.
Uma das versões que circula é que a WWI representaria investidores dos Emirados Árabes. A WWI não diz quem representa, não confirma nem nega o documento assinado com o reitor.
Na reunião de ontem, a Fundação São Paulo foi representada pelo seu secretário-executivo, José Rodolpho Perazzolo.

AUTONOMIA
Pelo estatuto da fundação, o reitor da PUC não tem autonomia para realizar negócios. A própria universidade não tem personalidade jurídica -ela é descrita como uma das atividades da fundação. Se esse interpretação prevalecer, o documento que o reitor assinou com a WWI não tem validade jurídica.
O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Pedro Scherer, que é grão-chanceler da PUC, está em Roma, mas por meio de uma nota mostrou sua contrariedade com o negócio feito pelo reitor.
O Ministério Público abriu um inquérito civil para apurar a licitude do negócio, um indício de que considera a operação suspeita.
O prédio do Hospital Umberto Primo e da Maternidade Matarazzo são tombados pelo patrimônio histórico. O Previ comprou-o por cerca de R$ 183 milhões, em valores atualizados.
Por causa do tombamento, o conjunto virou um péssimo investimento para o fundo, já que a área para novas edificações é restrita. O reitor confirma que teve uma reunião com o secretário da fundação, mas disse que a questão do imóvel não foi discutida. A Previ não se pronunciou.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

BNDES tem fundo de investimento para empresas inovadoras




Com R$ 100 milhões para aplicar, o Criatec já fez aportes em 19 projetos de empresas nascentes com perfil inovador. Fundo tem 80% dos recursos do BNDES e 20% do Banco do Nordeste

Originada de uma incubadora, a Enalta atua há dez anos no mercado com sistema de automação para implementos agrícolas voltados principalmente para a cana-de-açúcar, cultura importante na região de São Carlos. Depois de uma década investindo praticamente com recursos próprios, em janeiro a pequena empresa recebeu um aporte de R$ 500 mil do Criatec, fundo para investimentos em projetos inovadores. Com R$ 100 milhões, o fundo tem 80% dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 20% do Banco do Nordeste.

 

Com o aporte, o fundo ficou com 12,5% de participação na Enalta e o dinheiro novo serviu para viabilizar um novo sistema de gestão e controle das máquinas agrícolas voltado para os produtores rurais, informa Cleber Manzoni, diretor da empresa. A expectativa, diz, é dobrar o faturamento de 2010 em relação ao ano passado e o novo sistema de gestão deve ser responsável por um terço das receitas.

 

O Criatec faz parte dos programas para ampliação da inovação, uma das grandes metas da atuação do BNDES levando em conta a política industrial do governo federal. Mais do que isso, é considerado um ícone de como o BNDES conseguiu consolidar nos últimos cinco anos um papel no qual alia a aplicação de recursos em desenvolvimento e também o fortalecimento de outras formas de financiamento, como o mercado de capitais. "O BNDES deixou de ter o dilema de ser banco de investimento ou desenvolvimento.

 

Ele conseguiu financiar empresas e programas sem concorrer nem predar o mercado de capitais. Pelo contrário, muitas vezes, o BNDES cumpriu o papel de financiador ao mesmo tempo em que fortaleceu o mercado", Mario Gomes Schapiro, professor da Direito GV. Apesar de ter poucos recursos na comparação com a capacidade de desembolso total do BNDES, o Criatec, diz, é um bom exemplo desse tipo de atuação porque tem propiciado investimentos em pequenas e médias empresas. Ao mesmo tempo há um fundo de investimento com gestão profissional que seleciona projetos com chances de retorno financeiro na alienação da participação.

 

O Criatec é um fundo de investimento que aplica recursos em participação de empresas nascentes com perfil inovador. Sob gestão da Antera e do Instituto Inovação, o fundo, desde que foi lançado, em 2007, aprovou projetos apresentados por 25 empresas e já investiu em 19 delas.

 

Daniel Matoso, supervisor de prospecção do Criatec, explica que o fundo investe em empresas com faturamento de zero a R$ 6 milhões anuais, com aporte inicial de até R$ 1,5 milhão. A venda da participação societária do Criatec pode acontecer entre dois a dez anos após o aporte de recursos. Ao mesmo tempo em que investe, explica Matoso, o fundo dá um "choque de governança". "A ideia é fazer com que uma tecnologia interessante possa ter mercado, com uso de instrumentos de inteligência financeira até o levantamento de canais de distribuição."

 

Cerca de 40% das empresas que receberam aportes do Criatec estão no interior paulista, mas há empreendimentos em estudo em regiões do Norte e Nordeste.

 

 

(Fonte: Valor Econômico - 04/06/2010)

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

ALELUIA!!!! - BC: fim da exclusividade favorece mercado de cartões

Máquinas que passam cartões deverão aceitar todas as bandeiras

A partir de 1º de julho haverá um novo ambiente competitivo

Brasília. O fim da exclusividade entre credenciadores e bandeiras é o melhor caminho para a definição "menos poluída de preços" no mercado de cartões de crédito. A avaliação foi feita nesta terça-feira pelo diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes. "Esta é a principal sugestão do relatório (sobre o setor feito pelo BC em parceria com os ministérios da Fazenda e da Justiça)", afirmou, durante audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, para tratar do tema.

O fim da exclusividade começará daqui a um mês, em 1º de julho. "A exclusividade tinha um viés anticompetitivo, era um empecilho da eficiência do setor", afirmou. Para o diretor, o documento elaborado pelo governo é o trabalho mais completo que existe hoje sobre a indústria de cartões de crédito no Brasil. "Lá, foram elencadas sugestões, que visam a elevar a competitividade da indústria. Ficaram como uma colaboração para futuras regulações do setor."

Ele acrescentou que o teor do relatório dá informação à sociedade e servirá como ponto de partida para regulamentação da indústria. A primeira versão do documento foi divulgada em março de 2009 e a versão final saiu no mês passado. De acordo com Mendes, muitas das sugestões contidas no documento já estão acontecendo no mercado, como o próprio fim da exclusividade.

"A maior competitividade (trazida com o fim da exclusividade) da indústria será benéfica para quem usa o cartão e para o comércio", disse. Para ele, a partir de 1º de julho haverá um novo ambiente competitivo, onde os lojistas, principalmente, irão se beneficiar. A partir da data, todas as máquinas que passam cartões deverão aceitar todas as bandeiras.


Fonte: América Economia

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