terça-feira, 30 de outubro de 2012

USP quer mapear o perfil de 400 mil ex-alunos em pesquisa inédita

Pesquisa é aberta a todos os egressos de graduação e pós-graduação.

A Universidade de São Paulo (USP) quer traçar o perfil de mais de 400 mil ex-alunos da instituição em uma pesquisa desenvolvida pela Vice-Reitoria. O questionário foi elaborado tanto para estudantes egressos de cursos da graduação quanto da pós-graduação da universidade paulista.

Segundo a assessoria de imprensa da USP, a pesquisa está disponível desde a semana passada. Além de coletar dados sobre onde trabalham os estudantes diplomados pela instituição (com perguntas sobre o porte da empresa em que atuam, se são donos de seu próprio empreendimento, qual a faixa de renda e o nível do cargo), o formulário inclui ainda questões sobre a avaliação que os ex-alunos têm dos cursos que concluíram e de sua percepção sobre como o diploma da USP influiu em sua carreira.

"Reconhecemos que existe uma lacuna de informações referente à opinião dos egressos sobre vários aspectos de suas experiências em nossa universidade, por exemplo, quanto à estrutura e organização curricular, aos vários aspectos da formação cidadã e profissional que lhes foi oferecida e quanto à infraestrutura”, afirmou em nota Hélio Nogueira da Cruz, vice-reitor da Universidade e presidente da Comissão Permanente de Avaliação (CPA).

O questionário estará no ar até o início de dezembro no site Egressos USP, dentro do portal da instituição. Para participar, o ex-aluno não precisa saber seu antigo número de matrícula, mas deve inserir seu nome completo, o nome da mãe e outros dados pessoais.

Cinemas tem obrigação de ofertar salas com conteúdo legendado - Falta de filme legendado gera indenização a deficiente auditiva

O juiz de Direito Fabrício Simão da Cunha Araújo, do Juizado Especial das Relações de Consumo de BH, condenou a empresa de cinemas Cineart Multiplex a indenizar por danos morais uma deficiente auditiva. Ela pretendia comemorar o aniversário de namoro indo ao cinema no Shopping Cidade, em BH. Entretanto, não encontrou nenhum filme legendado em cartaz. A indenização foi fixada em R$ 10 mil.

Para o magistrado, é dever das empresas disponibilizar, ainda que em quantidade mínima, salas e filmes legendados, para assegurar o acesso efetivo da totalidade das pessoas, especialmente dos deficientes auditivos.

A jovem juntou ao processo a grade exibições da Cineart e fotos dos filmes em cartaz na data em que compareceu ao cinema, comprovando que não havia nenhuma sessão em que os filmes "Shrek" e "Meu malvado favorito" estavam sendo exibidos com legenda. K. R. C. foi à delegacia no dia do ocorrido para lavrar boletim de ocorrência policial. Na Justiça, a jovem também comprovou, por meio de atestados médicos, a deficiência auditiva. A empresa de cinema contestou o pedido de indenização alegando que a jovem não provou os danos materiais e morais sofridos.

O juiz Fabrício Simão da Cunha Araújo citou diversas normas Federais, estaduais e municipais, em especial a Constituição e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência para argumentar que "o portador de deficiência auditiva tem direito de acesso à cultura e ao lazer, devendo tal acesso ser interpretado, no que tange à cultura cinematográfica, não só como acesso físico às salas de exibição, mas também como direito de compreensão linguística das interações culturais que ali se realizarem". Ele ainda ressaltou que a inexistência de regulamentação específica quanto ao percentual mínimo de filmes legendados a serem exibidos não impede a proteção do direito.

O magistrado comentou o fato de os filmes de desenhos animados serem exibidos exclusivamente no formato dublado. "Ainda que houvesse outros filmes legendados sendo exibidos, é necessário que, ao menos, um filme por gênero seja exibido no formato legendado. Caso contrário, seria o mesmo que excluir das crianças deficientes auditivas o acesso ao cinema, já que em regra só se interessam e só podem assistir aos filmes animados". Para o magistrado, não é irrelevante o sentimento de discriminação e descaso sofrido pela jovem. "Bastava ter um pouco mais de atenção, respeito e solidariedade ao consumidor", concluiu.

O juiz determinou que a Cineart pague R$ 10 mil como dano moral à jovem e outros R$ 10 mil como parcela pedagógica. Este último valor será destinado à Creche Agostinho Cândido de Souza.


segunda-feira, 29/10/2012

Fonte: TJ/MG

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Capes e CNPq divulgam editais para realização de olimpíadas e feiras de Ciências


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram nesta semana as chamadas públicas com o objetivo selecionar propostas para a realização de Olimpíadas Científicas, Feiras de Ciências e Mostras Científicas. As inscrições vão até o dia 22 de novembro.

Olimpíadas científicas, feiras de ciências e mostras científicas são instrumentos de melhoria dos ensinos fundamental e médio, para identificar jovens talentosos que podem ser estimulados a seguir carreiras técnicocientíficas. As propostas a serem apoiadas deverão ter prazo máximo de execução estabelecido em 12 meses.

As propostas aprovadas para olímpiadas científicas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 3,3 milhões para aquisição de material de consumo, passagens e diárias, material bibliográfico, entre outros. A chamada também prevê o apoio para a realização de olimpíadas internacionais no Brasil.

As propostas aprovadas para Feiras e Mostras Científicas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 8,9 milhões, sendo que o valor do apoio depende da abrangência do evento, se nacional, estadual ou municipal/distrital. A chamada prevê o apoio ainda às Mostras Científicas Itinerantes (em especial planetários móveis).

Para ambas chamadas, o proponente deve ser obrigatoriamente o coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição de execução. A equipe técnica poderá ser constituída por pesquisadores, alunos e técnicos. Outros profissionais poderão integrar a equipe na qualidade de colaboradores.

Acesse a chamada nº 49 (Olímpiadas Científicas) e chamada nº 50 (Feiras de Ciências).


Publicada por Assessoria de Comunicação Social da Capes   
Sexta, 26 de Outubro de 2012 17:04

Rádio por software ganha projeto open-source - Qualquer um possa construir, sem infringir nenhuma patente por US 300


Rádio por software ganha projeto <i>open-source</i>


O projeto HackFR pretende chegar a um rádio por software do tamanho de um pendrive.[Imagem: Michael Ossmann]
Rádio de código aberto

Há algum tempo que os rádios por software vêm trazendo a promessa de unificar o mundo das transmissões de dados e informações sem fios.

Michael Ossmann acredita ter a chave para dar o impulso que falta para que se possa usar um único aparelho para captar ondas de rádio de qualquer frequência.

Ossmann está lançando um projeto livre, de código e hardware abertos, para a criação de um aparelho de rádio por software.

O aparelho mais o software podem sintonizar qualquer coisa, das emissões AM e FM até os celulares, passando por Wi-Fi, Bluetooth, radioamador, abridores de garagem e qualquer outro aparelho que se comunique à distância em frequências de 100 megahertz a 6 gigahertz.

O projeto, chamado HackFR, ainda está no começo, mas pretende chegar a um aparelho do tamanho de um pendrive, com um custo estimado em US$300,00 - que qualquer um possa construir, sem infringir nenhuma patente.

Com informações da New Scientist - 30/10/2012

Inaugurada primeira fábrica de nanopolímeros do Brasil - Medicamento em cápsula que será aberta apenas no local exato onde deve agir contra a doença mil vezes menor que um fio de cabelo.

A Coppe/UFRJ inaugurou a primeira fábrica de nanopolímeros do Brasil. O projeto conta com o aporte financeiro de R$ 2,5 milhões da FINEP, além de financiamento do BNDES, e abrangerá as áreas médica, biotecnológica e farmacêutica. A base dos estudos é a produção de cápsulas que servirão inicialmente para armazenamento do medicamento Praziquantel, que trata a esquistossomose. A doença, endêmica no país, atinge oito milhões de brasileiros, sobretudo crianças.

A nova tecnologia vai permitir que o medicamento entre no organismo humano, transportado por uma cápsula que irá diminuir o tamanho do remédio, e que será aberta apenas no local exato onde deve agir contra a doença.  Cada cápsula é mil vezes menor que um fio de cabelo.

De acordo com o professor de engenharia química da Coppe e coordenador dos laboratórios e da fábrica, José Carlos Pinto, o aprisionamento evita que grande parte do remédio se perca no caminho, no estômago e no fígado, antes de atacar os parasitas. Com isso, os nanopolímeros vão diminuir o tamanho do remédio e a dosagem diária (que depende do peso do paciente).

A fábrica, com cerca de 800 mil m2, começou a ser construída em 2009. Para o próximo ano, está previsto o início dos testes de remédios contra a esquistossomose em animais de grande porte e, até 2014, as drogas já devem ser aplicadas no tratamento de humanos.

O prazo segue a determinação de que a produção em maior escala e utilização desses medicamentos passe antes pela certificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

 Com informações do Portal Exame.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cerâmica especial para raios X é desenvolvida no Brasil

Cerâmica especial para raios X é desenvolvida no Brasil

A cerâmica transparente aos raios X tem alta densidade - os poros ocupam apenas 1% de seu volume.[Imagem: FAPERJ]

Raios X sem filmes

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma cerâmica especial para uso em uma nova geração de equipamentos de imageamento médico.

A cerâmica será utilizada como peça de um detector a gás de raios X também inovador.

O novo aparelho de imageamento médico dispensa a impressão do exame com filmes fotográficos, permitindo a visualização digital das imagens médicas diretamente na tela do computador.

As inovações foram obtidas por uma equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), detentor da tecnologia do equipamento a gás de raios X, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde foi desenvolvida e testada a nova cerâmica.

Detector de raios X a gás

A cerâmica apresenta características especiais, como alta resistência, dureza e transparência aos raios X, devido à presença de carbeto de boro na sua composição química.

Isso a torna adequada para a fabricação das janelas localizadas na parte frontal dos detectores a gás de raios X.

"O carbeto de boro apresenta propriedades ópticas adequadas, como material transparente aos raios X," explica o engenheiro José Brant, da UERJ.

Brant diz que o detector produzido pelo CBPF é essencialmente uma caixa fechada com gás dentro: o gás converte os raios X em elétrons que, por sua vez, formam a imagem médica.

"Quanto maior a pressão do gás no detector, maior a eficiência de detecção dos raios X. Pelo fato de usar uma cerâmica avançada de elevada dureza, podemos aumentar a pressurização do gás no interior do dispositivo e aumentar a eficiência do detector bidimensional," explica.

O sinal eletrônico do detector forma a imagem médica digital. "É como se estivéssemos substituindo uma câmera fotográfica com filme por uma digital," compara Brant.

Cerâmica densa

"A tecnologia atual usada nos detectores de raios X a gás disponíveis na indústria costuma empregar janelas de berílio, que é um material mais frágil do que o carbeto de boro, e costuma apresentar trincas quando submetido a altas pressões," diz Brant.

"Se há uma maior pressurização do gás, aumenta a eficiência da absorção dos raios X e, consequentemente, da geração de elétrons. Por isso a janela é essencial, para não romper com a pressurização," justifica.

Isso exigiu também que a cerâmica tivesse alta densidade, sendo muito compacta - os poros ocupam apenas 1% de seu volume.

A tecnologia de detectores de raios X a gás já existe no exterior, mas a incorporação da cerâmica poderá dar à inovação brasileira um impacto também em nível internacional.

"O uso das janelas de cerâmicas trará melhorias tecnológicas do dispositivo que já existia no CBPF, para torná-lo mais inovador em escala internacional," disse Brant.

Com informações da FAPERJ - 26/10/2012

Projeto iguala correção do FGTS à da poupança

Dep. Marco Tebaldi (PSDB-SC)2

Objetivo da proposta do deputado Marco Tebaldi é aumentar o rendimento das contas do FGTS.

O Projeto de Lei 4173/12, do deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC), prevê a mesma correção da caderneta de poupança para a remuneração da cota dos trabalhadores nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, as contas dos empregados são remuneradas pela variação da Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. Já as cadernetas de poupança são corrigidas pela Taxa Referencial Diária (TRD, fração da TR), acrescida de 0,5% ao mês.

Tebaldi argumenta que a parcela da TR “é extremamente reduzida”, pois apresentou variação de apenas 0,71% em 2009, de 0,69% em 2010, e 1,21% em 2011. Em contrapartida, segundo o deputado, 40% dos recursos do fundo estão investidos em títulos do Tesouro, aplicações financeiras e depósitos bancários de alta rentabilidade, mas esses rendimentos não são repassados aos trabalhadores.

Devido a isso, a proposta limita a reserva técnica prevista na Lei 8.036/90, que trata do FGTS, a 10% dos recursos arrecadados. Hoje a legislação não prevê nenhuma limitação. A parcela que exceder a esse porcentual deverá ser repassada às contas dos trabalhadores.

Ressarcimento
O projeto também obriga o Executivo a repor, com recursos do Tesouro Nacional, os subsídios a projetos habitacionais de interesse social pagos com dinheiro do fundo. Segundo Tebaldi, os benefícios desse tipo consumiram, em 2009, R$ 4,2 bilhões, “nada menos que 71% das rendas com operações de crédito praticadas no ano”.

Ainda conforme texto, empregadores que não pagarem o FGTS em dia terão a dívida acrescida da TR mais 1% sobre o valor devido, além de multa. Hoje a lei prevê TR mais 0,5% e multa. O autor argumenta que, “dependendo do prazo do inadimplemento, os juros poderiam ser inferiores à própria taxa de juros da economia”.

Tramitação
O projeto está apensado ao PL 4566/08, da Comissão de Legislação Participativa. As propostas têm prioridade e serão analisadas pelas comissões de Trabalho, de Administração e de Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, serão votadas pelo Plenário.


Fonte: http://www2.camara.leg.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/428572-PROJETO-IGUALA-CORRECAO-DO-FGTS-A-DA-POUPANCA.html

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Ciclofaixa estreia na Avenida da Consolação e será prolongada até o Elevado

O novo trecho tem 2 km e Ciclofaixa do Centro-Paulista chega a 16,8 km. Os ciclistas também podem ir na Praça Dom José Gaspar aproveitar o projeto Piano na Praça.

Começou a funcionar neste domingo (21) o novo trecho da Ciclofaixa Operacional de Lazer do Centro-Paulista, até próximo à Praça Franklin Roosevelt. O novo trecho de 2 km nos dois sentidos passa a integrar o percurso. Agora, a Prefeitura trabalha para ligar o trajeto ao Elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão, até a Zona Oeste.

O novo prolongamento até a praça Roosevelt começou a funcionar às 7 horas e opera até as 16h. Iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Ciclofaixa havia recebido outra ampliação no domingo passado (14), de 300 metros, indo da Praça Ramos de Azevedo (Teatro Municipal) até a Praça Dom José Gaspar (Biblioteca Municipal Mário de Andrade). As ciclofaixas de lazer da cidade são viabilizadas com o patrocínio do Grupo Bradesco Seguros. Elas funcionam das 7h às 16h, aos domingos e feriados nacionais.

As vias que compõem esta nova ampliação dão seqüência à Ciclofaixa Operacional de Lazer Paulista-Vergueiro-Liberdade-Centro-Praça Dom José Gaspar, cuja extensão total, já considerando esse novo prolongamento de 2 km até a Praça Franklin Roosevelt, será de 16,8 km.

O itinerário abaixo descrito compreende esses novos 2 km e vai operar em sentido único de circulação, salvo o trecho da Rua da Consolação entre a Avenida São Luiz e a Avenida Ipiranga, onde o ciclista pedalará à direita do canteiro central no sentido Centro-Bairro, ocupando as duas faixas da direita:

Ida:

  • Praça Dom José Gaspar
  • Avenida São Luiz - faixa da direita
  • Rua da Consolação - canteiro central
  • Pça. Roosevelt


Volta:

  • Pça. Roosevelt
  • Rua da Consolação - canteiro central
  • Rua Cel. Xavier de Toledo - faixa da esquerda
  • Rua Dr. Bráulio Gomes
  • Conectando-se à Praça Dom José Gaspar - Rua Marconi e Viaduto do Chá


Com a Ciclofaixa em operação, os usuários poderão acessar pontos de interesse turístico e cultural situados na área central da cidade por bicicletas. Lembramos que, nessa região, há as estações de Metrô Sé, São Bento, Anhangabaú e República, onde a entrada de bicicleta dentro dos vagões é permitida. Além disso, outra facilidade para os ciclistas durante o funcionamento da Ciclofaixa é a disponibilização de paraciclos móveis, pela Prefeitura. Dentre os pontos turísticos que podem ser visitados, estão as seguintes atrações:

  • Catedral da Sé
  • Palácio da Justiça
  • Solar da Marquesa de Santos
  • Pátio do Colégio
  • Edifício Martinelli
  • Largo São Bento / Igreja de São Bento
  • Largo São Francisco
  • Igreja Santo Antônio
  • Edifício Matarazzo
  • Viaduto do Chá
  • Praça Ramos de Azevedo / Teatro Municipal
  • Praça Dom José Gaspar
  • Praça Franklin Roosevelt

Semáforos para ciclistas
Para garantir segurança à circulação das bicicletas, nos cruzamentos onde tecnicamente é necessário, estão sendo implantados semáforos específicos para ciclistas, conforme relação a seguir:

  1. Praça João Mendes
  2. Rua Floriano Peixoto com Praça da Sé
  3. Rua Líbero Badaró com Viaduto do Chá
  4. Rua Xavier de Toledo com Viaduto do Chá
  5. Rua Benjamin Constant com Praça da Sé


Rotas alternativas
Com as interdições previstas para a operacionalização da Ciclofaixa, os veículos que se utilizariam dos acessos interditados deverão seguir:

  • Da Rua Anita Garibaldi, sentido único, para a Rua Roberto Simonsen: pela Av. Rangel Pestana, Rua Dr. Bittencourt Rodrigues, Rua Venceslau Brás e Praça da Sé;
  • Da Av. Rangel Pestana, sentido Bairro/Centro, para a Rua Roberto Simonsen: pela Rua Dr. Bittencourt Rodrigues, Rua Venceslau Brás e Praça da Sé;
  • Da Rua Roberto Simonsen, sentido Centro/Bairro, para Rua Venceslau Brás: Rua Floriano Peixoto, Rua Boa Vista, Ladeira Porto Geral e Rua 25 de Março.


Outras ciclofaixas
Atualmente, a malha cicloviária da cidade de São Paulo possui 206 km de extensão (já contando o novo prolongamento de 2 km), sendo caracterizada pela presença de diferentes infraestruturas cicloviárias voltadas para o trânsito seguro de bicicletas, como ciclovias, ciclofaixas operacionais de lazer, ciclofaixa definitiva e rotas de bicicletas. Só de ciclofaixas de lazer são 84,3 km, distribuídos da seguinte forma:
Zona Oeste - são 45 Km de ciclofaixas de lazer ligando os parques das Bicicletas, do Ibirapuera, do Povo, Villa-Lobos, Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Eng. Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho (até o futuro Parque Clube do Chuvisco).
Zona Norte - a Ciclofaixa de Lazer da ZN possui 8,5 km de extensão. O maior trecho, com 8 km de extensão (4 km por sentido), liga a Praça Heróis da FEB até a estação Parada Inglesa do Metrô. No feriado de 12/10, entrou em operação o prolongamento interligando a ciclofaixa à Ciclovia Braz Leme. O percurso é feito pela Av. Santos Dumont e possui 500 metros de extensão nos dois sentidos.
Zona Leste - a Ciclofaixa de Lazer da Zona Leste, inaugurada em 25 de março deste ano, funciona com 14 km de extensão (7 km em cada sentido). Ela foi implantada ao longo da Avenida Gov. Carvalho Pinto onde está situado o Parque Linear Engenheiro Werner Zuluaf-Tiquatira, passando também pelas avenidas Dom Hélder Câmara e Calim Eid.
Centro-Paulista - Atualmente, o circuito completo Centro Paulista totaliza 14,8 Km de extensão nos dois sentidos. Com a inauguração do domingo, serão 16,8 Km de extensão. Na Avenida Paulista a ciclofaixa é operada em toda a avenida, em ambos os sentidos, ligando a Rua da Consolação à Praça Osvaldo Cruz. Esse trecho é interligado ao Centro da cidade através do eixo Vergueiro-Liberdade. Ao chegar à região central, o percurso passa por pontos turísticos históricos, como o Teatro Municipal, o Viaduto do Chá, o Mosteiro de São Bento, a Praça Dom José Gaspar e agora vai se estender até a Praça Franklin Roosevelt.

Piano na Praça
Os ciclistas também podem aproveitar a Ciclofaixa do Centro-Paulista para assistir o projeto Piano na Praça, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Neste domingo, as apresentações foram dos pianistas Ricardo Peres e Wilson Simoninha. As apresentações, que são gratuitas, acontecem na Praça Dom José Gaspar, no centro da cidade. Desde o dia 14 de outubro, os ciclistas que desfrutam da Ciclofaixa Centro também podem curtir as apresentações do Piano na Praça.

Os concertos ao ar livre da série Piano na Praça é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que acontece, frequentemente, na Praça Dom José Gaspar. O projeto, que está no sétimo ano de temporada, apresenta pianistas de expressão nacional e internacional, tanto no âmbito popular quanto erudito.

Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo

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Estudo da USP cria novo cálculo para identificar 'falsos magros'

IMC que inclui percentual de gordura previne para riscos da obesidade.

Pesquisadores de Ribeirão Preto aplicaram fórmula em 700 pacientes.

A nutricionista Mirele Savegnago desenvolveu um cálculo alternativo para medir a massa corporal. (Foto: Rodolfo Tiengo/ G1)

A nutricionista Mirele Savegnago desenvolveu um cálculo alternativo para medir a massa corporal. (Foto: Rodolfo Tiengo/ G1)

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) criaram um novo índice de massa corporal (IMC) que promete identificar os "falsos magros", pessoas que chegam a fazer bonito na balança e entre os amigos, mas que acumulam taxas preocupantes de gordura no organismo.

IMC 'clássico'
IMC da USP
Fórmula

Peso (em kg) / altura (em metro) ao quadrado

Fórmula

3 x peso (em kg) + 4 x percentual de gordura / altura (em centímetros

Resultado

- até 18,5 (abaixo do peso)

- 18,6 a 24,9 (normal)

- 25 a 29,9 (sobrepeso)

- acima de 30 (obesidade)

Resultado

- 1,35 a 1,65 (abaixo do peso)

- 1,65 a 2 (normal)

- mais que 2 (obesidade)

A ideia foi recentemente publicada em uma tese de doutorado após quatro anos de estudos no departamento de clínica médica da universidade, onde a nutricionista Mirele Savegnago Mialich Grecco, de 26 anos, com orientação do professor Alceu Afonso Jordão Junior, elaborou uma fórmula alternativa ao método tradicional criado no século 19.

A novidade leva em conta o percentual de gordura para calcular se o paciente é magro ou se está acima do peso. O perfil que mais deve ser beneficiado pela equação é o indivíduo que, por exemplo, tem 1,70 metro de altura e pesa em média 73 quilos e possui uma aparência magra, mas que com hábitos alimentares desregrados e baixa atividade física pode atingir percentuais de gordura acima dos 30%.

"O extremamente subnutrido e o muito obeso são captados pelo IMC tradicional. A grande preocupação são os que estão nas faixas intermediárias, que às vezes apresentam normalidade ou início de sobrepeso no teste convencional", explicou a pesquisadora. Testado até agora com 700 pessoas, o "IMC de gordura" busca apontar um resultado mais conclusivo e antecipar pacientes aos riscos da obesidade e de doenças como hipertensão e diabetes.

A fórmula, que segundo a pesquisadora é inédita no Brasil, compete com outras desenvolvidas fora do país, como o "índice de adiposidade corporal", dos EUA, que leva em conta a circunferência abdominal nos cálculos.

Estudos que tentam se adaptar aos hábitos da população do século 21. "Com isso a gente consegue prevenir ou mesmo evitar o desenvolvimento de muitas doenças, gerando um custo menor para o serviço de saúde."

Para que a fórmula tenha autoridade científica, Mirele pretende realizar uma pesquisa mais ampla em seu projeto de pós-doutorado. "O primeiro estudo teve uma amostra bem homogênea, com uma população jovem. Agora a gente quer misturar perfis diferentes, indivíduos mais velhos e mais novos", disse.

A fórmula
A equação que define se você está ou não acima do peso é tão simples quanto a clássica, com a diferença de que você terá que descobrir seu percentual de gordura.

Isso pode ser feito por meio de uma avaliação física na academia – onde os professores utilizam medidores manuais de gordura, que embora sejam menos exatos são eficientes para o cálculo – ou por exames como tomografia e impedância – sistema que faz a medição através de ondas eletromagnéticas.

Para descobrir qual é seu IMC, é necessário somar o triplo do seu peso (em kg) ao quádruplo de seu percentual de gordura e dividir o resultado por sua altura (em centímetros). A equação, segundo Mirele, foi elaborada depois de serem testadas diferentes variáveis, focando uma fórmula que fosse simples para ser calculada em casa. "Queríamos algo correlato ao IMC tradicional", disse.


Fonte: Rodolfo Tiengo Do G1 Ribeirão e Franca

USP de Ribeirão Preto cria remédio para tratamento da hemofilia

Substância extraída de células humanas foi testada com sucesso em ratos.

Hemofílicos não têm o 'Fator VIII', que ajuda na coagulação do sangue.

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram um medicamento inédito no país que pode garantir mais qualidade de vida a pacientes com hemofilia, doença que prejudica a coagulação do sangue e torna qualquer tipo de ferimento um risco de vida. Após uma série de testes bem sucedidos em ratos, o Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da universidade, descobriu um método capaz de produzir em laboratório, e com o uso de células humanas, o “Fator VIII”, substância que controla hemorragias não encontrada nos hemofílicos.

Um componente similar, também criado por engenharia genética, é fabricado apenas na Europa e na América do Norte. A maior parte dos brasileiros depende de remédios importados da França e da Itália ou de um método que extrai a substância do plasma no sangue.

A descoberta da USP pode garantir a autossuficiência do Brasil, que segundo o Ministério da Saúde, gastou R$ 522 milhões nas importações do Fator VIII em 2011, além de diminuir a dependência por doações de sangue para a obtenção de plasma e permitir seu uso de forma preventiva com doses semanais, segundo o professor Dimas Tadeu Covas, coordenador do estudo.

“Isso pode ser feito em uma grande escala para atender as necessidades dos pacientes”, afirmou o pesquisador, após obter resultados positivos com camundongos modificados geneticamente que tinham hemofilia. Depois de os ratos ingerirem o novo Fator VIII, eventuais sangramentos provocados neles foram rapidamente estancados. “O produto que desenvolvemos tem o mesmo desempenho ou até mesmo superior em algumas situações. Então se mostrou efetivo na proteção desses ratinhos”, disse.

O próximo passo antes de tornar o Fator VIII disponível para o tratamento de hemofílicos é testá-lo em humanos e conseguir apoio financeiro para sua produção em ampla escala, de acordo com Covas.

Para suprir a demanda de pacientes no país e exportar o medicamento, a USP estima um investimento inicial de US$ 60 milhões (R$ 121,2 milhões). “O objetivo futuro é ter esse fator em grande quantidade para que esse tratamento seja possível em um custo mais acessível”, afirmou.

O Ministério da Saúde informou que já está discutindo a produção industrial do novo coagulante, mas mantém as negociações em sigilo.

USP desenvolve remédio inédito para tratamento de hemofilia (Foto: Cláudio Oliveira/ EPTV)
USP desenvolve remédio inédito para tratamento de hemofilia (Foto: Cláudio Oliveira/ EPTV)

Do G1 Ribeirão e Franca

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Primeiro posto para abastecer carros elétricos é inaugurado em SP

Eletroposto para abastecer carros elétricos é inaugurado em SP
O posto para carros elétricos dispõe de "bombas" para recargas rápida e lenta. [Imagem: Francisco Emolo/Jornal da USP]

Complete a bateria

Foi inaugurado em São Paulo o primeiro posto de abastecimento de carros elétricos do país.

O projeto-piloto foi desenvolvido pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, em parceria com várias empresas do ramo de energia.

A tecnologia permite a recarga de 80% de uma bateria em até 30 minutos, correspondendo a uma autonomia de cerca de 180 quilômetros rodados na cidade.

"Encher a bateria" tem hoje um custo médio de R$10,00.

O eletroposto conta também com dois carregadores de carga lenta, que levam entre seis e oito horas para a recarga total de uma bateria de lítio de até 24 quilowatts-hora (kWh).

Eletroposto experimental

O eletroposto é fruto de uma parceria iniciada há cerca de um ano, entre diversas empresas.

A iniciativa foi da empresa EDP, que contatou a USP para projetar cenários do impacto que a adoção dos carros elétricos no Brasil traria sobre a demanda de energia.

Uma frota experimental de táxis elétricos da Prefeitura de São Paulo, com dez veículos da marca Nissan, será abastecida diariamente no eletroposto, fornecendo dados essenciais ao projeto, como o consumo, eficiência e vida útil das baterias.

Eletroposto para abastecer carros elétricos é inaugurado em SP
Completar a bateria em carga rápida tem um custo de R$10,00. [Imagem: Francisco Emolo/Jornal da USP]

Adoção dos carros elétricos

Um levantamento preliminar da Faculdade de Economia e Administração da USP mostrou que a participação de mercado dos carros elétricos deverá variar entre 0,5% e 1,2% no Brasil em 2020.

Isso pode significar cerca de 500 mil carros elétricos, com base na frota atual de veículos.

Segundo o coordenador-geral do projeto, professor Paulo Roberto Feldmann, há projeções internacionais prevendo que os elétricos terão a mesma atratividade dos movidos a combustível líquido em 2030, de forma que poderiam atingir 50% da venda de automóveis novos.

Nesse horizonte, poderia haver uma sobrecarga na rede de distribuição em horários de pico, caso não sejam feitos cálculos sobre a capacidade de geração e distribuição de eletricidade, além de um estudo sobre hábitos dos usuários de veículos elétricos.

Recarregamento dos carros elétricos

Como ainda não há demanda no Brasil, os pesquisadores contarão com as frotas institucionais de veículo elétricos para fazer as primeiras avaliações.

Contudo, os efeitos reais só poderão ser mensurados quando a população começar a usar carros elétricos, e demonstrar seu padrão de uso, sobretudo da recarga das baterias.

Por enquanto, os técnicos avaliam que o o hábito de recarga das baterias dos carros poderia ser semelhante ao adotado com telefones celulares, com os usuários tendendo a recarregar a bateria do carro prioritariamente no final do dia, em casa, numa frequência diária ou a cada dois dias.

O levantamento propõe que o alto custo dos veículos elétricos e a falta de postos de recarga ainda são as principais barreiras à entrada desses veículos no mercado.

Na verdade, a tecnologia das baterias, quase estacionada há anos, é o principal entrave à baixa nos preços dos carros elétricos: 


Fonte Inovação Tecnológica

Empresa anuncia fabricação de combustível a partir de ar e água

Empresa anuncia fabricação de combustível a partir de ar e água

Pesquisador da Air Fuel Synthesis observa o laboratório da empresa, onde um protótipo conseguiu produzir cinco litros de metanol desde Agosto.[Imagem: Air Fuel Synthesis]
Gasolina do ar

Uma empresa emergente inglesa anunciou ter desenvolvido uma tecnologia que permite produzir combustível a partir de ar e água.

Mais precisamente, a partir de hidrogênio e gás carbônico, a substância que costuma ser responsabilizada pelas mudanças climáticas.

O produto é o metanol, que pode ser processado para produzir combustíveis usados em motores de automóveis.

O princípio empregado pela Air Fuel Synthesis não é novo, embora nenhum grupo de pesquisas tenha conseguido fazê-lo funcionar de forma viável.

Apesar de estar sendo saudado pela imprensa como "gasolina feita de ar" - o próprio nome da empresa sugere isto - o processo está longe de ser eficiente, e nem mesmo compartilha de total entusiasmo dentro da comunidade científica que busca alternativas ao petróleo que sejam ambientalmente sustentáveis.

Estágio inicial

O protótipo fabricado pela empresa está em operação desde Agosto.

Funcionando em escala contínua, ele produziu cinco litros de combustível desde então.

O projeto agora é construir um reator maior, capaz de produzir uma tonelada de combustível por dia, o que dependerá de acordos com "potenciais parceiros tecnológicos e investidores", segundo a empresa.

A empresa afirma ser possível construir esse reator em escala piloto dentro de dois anos. Uma refinaria em escala comercial, contudo, deverá levar ainda 15 anos de novas pesquisas e aprimoramentos.

A produção de combustível líquido a partir de hidrogênio e CO2 seria uma alternativa para países sem reservas de petróleo, ainda que, no atual estágio, não seja possível estimar o custo do metanol produzido por essa via.

O avanço técnico alcançado pelos pesquisadores da empresa inglesa é significativo.

Mas algumas ressalvas são importantes justamente porque são resultados anunciados por uma empresa, e estarem sendo repassados pela grande imprensa como se a solução técnica já fosse um produto à disposição dos consumidores.

Carros sem poluição

Apesar de representar um conceito capaz de substituir o petróleo, o processo está longe de representar uma das melhores alternativas no campo das chamadas energias limpas.

Isso porque o hidrogênio necessário para a reação é produzido por eletrólise da água, o que consome uma grande quantidade de energia elétrica.

Se o objetivo for movimentar carros, faz mais sentido usar essa eletricidade, devidamente armazenada em baterias, para alimentar diretamente veículos elétricos, sem as perdas de conversão.

No final, os veículos elétricos não emitirão poluição, enquanto os automóveis movidos pela gasolina derivada da nova rota de síntese de combustível continuarão emitindo poluentes exatamente como os atuais.

Economia do hidrogênio

A produção do hidrogênio é um dos maiores gargalos para que a tecnologia possa viabilizar a chamada economia do hidrogênio.

Neste caso, o que se propõe é o uso do hidrogênio em células a combustível, que produzem eletricidade diretamente, emitindo apenas vapor d'água como subproduto.

Recentemente, uma equipe norte-americana demonstrou a viabilidade de um princípio similar, mas muito mais interessante de todos os pontos de vista.

O processo também usa CO2 e hidrogênio, mas o hidrogênio é produzido por energia solar. O produto final é o isobutanol.

Energia solar transforma CO2 em combustível para carros

Teoricamente, o hidrogênio produzido por energia solar pode ser usado na conversão do CO2 para sintetizar combustíveis líquidos com alta densidade de energia, o que também pode ser feito usando microrganismos geneticamente modificados.

Economia do CO2

A ideia de usar o CO2 para fabricar combustíveis, está sendo igualmente perseguida por várias vias.

Em 2010, uma equipe apresentou uma versão similar o conceito, baseado em um óxido de terras raras:

Reator imita plantas para produzir combustível solar


Duas outras pesquisas recentes merecem destaque nessa busca de transformar o CO2 de rejeito indesejado em energia útil:

CO2 pode substituir petroquímicos usando técnica "diagonal"
Dióxido de carbono é transformado em combustível usando energia solar

fonte: Site Inovação Tecnológica - 22/10/2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ministros lançam chamada de R$ 8 milhões para gênero e mulheres

Clique para ver todas as fotos de Ministros lançam chamada de R$ 8 milhões para gênero e mulheres
Participantes de conferência sobre políticas públicas para mulheres. Foto: 2º Plano Nacional de Políticas para Mulheres/SPM
10/10/2012 - 19:13
Três ministérios lançam na manhã desta quinta-feira (11) a 4ª Chamada do Edital Relações de Gênero, Mulheres e Feminismos, com recursos estimados em R$ 8 milhões. A cerimônia de divulgação em Brasília reunirá os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, e da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Eleonora Menicucci, além do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller.

O edital conjunto apoiará projetos de pesquisadoras e pesquisadores nas áreas científica e tecnológica que visem contribuir para o desenvolvimento do país nas temáticas abrangidas. Eles têm até 14 de novembro para submeter suas propostas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

O objetivo é selecionar propostas com as seguintes abordagens: classe social, geração, raça, etnia e sexualidade. A chamada pública pretende contemplar acadêmicos em início de carreira e promover a distribuição regional de recursos.

Inserida nas ações do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, a chamada também reserva recursos específicos para pesquisas voltadas às relações de gênero no campo e na floresta.

Do montante previsto, pelo menos 30% serão destinados a projetos vinculados a instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O MCTI participa com R$ 3 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Na primeira edição da chamada, em 2006, foi disponibilizado R$ 1,5 milhão, passando em 2008 a recursos da ordem de R$ 5 milhões. Na edição seguinte, em 2010, o valor do edital chegou a R$ 7 milhões.

Programa

O edital, lançado a cada dois anos, faz parte do Programa Mulher e Ciência, criado em 2005 no intuito de apoiar a participação das mulheres nas atividades científicas e na carreira acadêmica e, ao mesmo tempo, estimular a realização de pesquisas sobre relações de gênero, mulheres e feminismos no Brasil.

Esse conjunto de medidas resultou do trabalho de grupo interministerial composto por representantes da SPM, do MCTI, do CNPq e do Ministério da Educação, entre outras instituições. Além dos formuladores originais, são parceiros o Ministério da Saúde e a ONU Mulheres.

As outras duas vertentes do programa são o Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero e o Encontro Nacional de Núcleos de Pesquisa Pensando Gênero e Ciências. As inscrições para a edição 2012 do prêmio podem ser feitas até o dia 19 no portal do CNPq. Já o encontro é realizado a cada três anos, sendo que o próximo está previsto para 2013. Um desdobramento do programa é a adesão dos estados às ações de fomento. Já há iniciativas nesse sentido em Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Goiás.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Maluf é condenado a devolver R$ 21 milhões aos cofres públicos

Ex-prefeito recomprou títulos do tesouro municipal por preços mais altos.

Denúncia diz que dinheiro foi desviado para o exterior.

Do G1 SP

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A 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo condenou, nesta terça-feira (9), o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) a pagar uma multa de R$ 21,35 milhões aos cofres da capital paulista por desvio de títulos da Prefeitura. O pagamento deve ser feito até o fim deste mês e não cabe recurso, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.

A ação, movida pelo Ministério Público em 1996 após o Partido dos Trabalhadores (PT) entrar com representação de improbidade administrativa, já foi julgada por todas as esferas da Justiça no país.

A decisão foi da juíza Liliane Keyko Hioki. O valor da restituição foi atualizado em agosto. Em caso de não pagamento da multa, o valor será acrescido em 10% de juros e multa. 

Em nota, a assessoria de imprensa do deputado disse que Paulo Maluf nunca assinou nenhum documento nos quais esse processo está baseado e que o caso ainda está em discussão na Justiça.

Caso
Maluf foi prefeito de São Paulo de 1993 a 1996, quando lançou títulos do governo municipal para pagar precatórios, mas o dinheiro foi usado ara outros fins, segundo aponta a decisão. A denúncia mostra que os títulos foram vendidos pela Prefeitura para corretoras e depois foram comprados pela própria Prefeitura por preços maiores.

Parte do dinheiro foi desviado para o exterior e empregado em campanhas eleitorais, segundo a denúncia. Atualmente, Maluf é aliado de Fernando Haddad (PT), candidato à Prefeitura de São Paulo.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Supermercado terá que indenizar por vender produto vencido

O juiz de Direito Matheus Zuliani, da 10ª vara Cível de Brasília/DF, condenou um supermercado e uma fabricante de alimentos ao pagamento de R$ 20 mil, a título de danos morais, a dois menores que ingeriram biscoitos vencidos. Ambos também pagarão R$ 2,97, a título de danos materiais, referentes ao valor dos biscoitos.

Em março de 2010, a mãe dos menores foi ao supermercado e comprou três pacotes de biscoito, tortinhas cheese cake geléia de goiaba. Seus filhos ingeriram os biscoitos e logo após começaram a passar mal, dando entrada no pronto socorro, devido à possível infecção alimentar. Ao verificar a data de validade dos biscoitos adquiridos, constatou que o prazo de validade estava vencido, desde outubro de 2009.

A mãe procurou o supermercado para informar o ocorrido. O supermercado disse que retornaria para providências e reteve as embalagens dos biscoitos. Não obtendo resposta, a mãe voltou ao supermercado para buscar esclarecimentos, quando foi informada de que nada poderia ser feito e que não teria as embalagens devolvidas. A mãe insistiu pela devolução, mas as embalagens foram devolvidas com a data de validade rasurada.

O magistrado entendeu que houve falha do comerciante no controle de qualidade dos produtos, "em virtude de ser norma de segurança básica não vender produtos com prazo de validade vencido". Para Matheus Zuliani, "o preço que se paga é o perigo que se oculta no fornecimento de serviços em grande escala. Daí a necessidade de se proteger a saúde do consumido". O juiz também ressaltou que compete a quem compra fiscalizar a validade dos produtos, no entanto, "o descuido e a falta de concentração com essa tarefa, que é explicável, não transfere a culpa para a vítima".

  • Processo: 2010.01.1.089972-8

    Fonte Migalhas

    Veja a íntegra da decisão.

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FINEP sedia seminários sobre economia criativa do carnaval

Trabalho no barracão da Unidos de Vila Isabel

A FINEP vai sediar na segunda-feira, 01/10, o primeiro seminário de uma série sobre economia criativa do carnaval. Os eventos têm por mote apresentar o projeto “Portal do carnaval”, que recebeu cerca de R$ 400 mil de uma encomenda que envolveu FINEP e SEBRAE. O portal será uma rede social de profissionais, empresas, instituições culturais e empreendedores vinculados à cadeia produtiva da folia no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o professor da UNIRIO Jair Martins, coordenador da proposta, o objetivo “é ampliar de forma inovadora as oportunidades de troca de informação, serviços, produtos e negócios criativos também para outras festas populares e mega eventos.”

Além da apresentação do portal, haverá um debate com o tema “A Criação no Carnaval”, com a participação de personalidades como o compositor Arlindo Cruz e o carnavalesco Milton Cunha.

Não é de hoje que a FINEP está atenta ao conceito de economia criativa e também ao carnaval do Rio. Desde 2009, a Financiadora apresenta o projeto “Escola de Inovação”, que leva ao público debates sobre personagens e desfiles inovadores da folia do Rio. O próximo evento acontece no dia 07 de novembro e homenageará o carnavalesco Joãosinho Trinta.

Serviço:

Economia Criativa – Projeto Portal do Carnaval

Espaço Cultural FINEP

Praia do Flamengo, 200 – Pilotis
01/10 – 18 horas


Programa em parceria com a Colômbia estimula intercâmbio de docentes e pesquisadores


O objetivo do programa é estimular, por meio de projetos conjuntos de pesquisa, o intercâmbio de docentes e pesquisadores brasileiros e colombianos, vinculados a programas de pós-graduação de instituições de ensino superior (IES), e promover a formação de recursos humanos de alto nível no Brasil e na Colômbia, nas diversas áreas do conhecimento.

As atividades realizadas nos projetos serão custeadas por meio do financiamento de bolsas de estudo, de diárias, de seguro saúde, de auxílio instalação, de transporte aéreo para docentes e para discentes e de recursos para aquisição de material de custeio.

Os projetos que cumprirem os requisitos descritos no edital podem ser inscritos, até 26 de outubro, por meio do preenchimento de formulários, envio de documentos e de cartas de referência. O resultado está previsto para ser divulgado até 30 de novembro e as atividades iniciadas em janeiro de 2013.

Mais informações pelo e-mail css@capes.gov.br.

(ACS/Capes)

do CAPES 

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