quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Trabalhar de Casa! - Avatar robótico começa a chegar aos escritórios

Robô avatar: você vai querer um avatar robótico
O QB pode ser controlado através de um navegador web de qualquer lugar do mundo. [Imagem: Anybots]
Se 2010 foi o ano dos avatares na telona, 2011 pode ser o ano dos avatares nos escritórios.

Eles não terão a graça e a leveza de um corpo Navi, mas os avatares robóticos estão surgindo firmes no horizonte.

Avatar no trabalho

Em tempos de enchentes, nevascas e trânsito ruim, parece a hora de levar o conceito de teletrabalho um passo adiante: fazer-se presente no escritório por meio de um robô.

Empresas nos EUA e no Japão já estão começando a vender avatares robóticos, que permitem aos trabalhadores de escritório estarem em dois lugares ao mesmo tempo.

Assim, 2011 poderá ser o ano em que alguns de nós terão a inédita experiência de nos sentarmos à mesa com um colega eletrônico.

A Willow Garage está desenvolvendo um robô de telepresença chamado chamado Texai, enquanto a Anybots lançou recentemente o robô de escritório QB.

Robô avatar

O QB, que se parece com um pequeno Segway com um longo pescoço e uma cabeça de robô, pode andar a seis quilômetros por hora, usando um scanner a laser para não ficar trombando no mobiliário do escritório.

Robô avatar: você vai querer um avatar robótico
O Texai tem uma tela maior, facilitando a visualização do controlador do avatar robótico. [Imagem: Willow Garage]

Ele pode ser controlado através de um navegador web de qualquer lugar do mundo e tem câmeras nos olhos para permitir que você movimente seu avatar-robô e veja com quem está falando. Uma pequena tela LCD na cabeça permite que seus colegas também o vejam.

Você poderia argumentar que, quando quiser falar com pessoas em outros escritórios, pode simplesmente usar um sistema de videoconferência, em vez de usar um robô de US$ 15.000.

Trevor Blackwell, da Anybots, defende seus avatares eletrônicos, afirmando que a movimentação dos robôs é um elemento essencial: "Se você tem um monte de pessoas que estão acostumadas a falar umas com as outras à vontade, é um pouco impositivo dizer, 'OK, a partir de agora todas as conversas têm de ser na sala de videoconferência'."

Experiência

Conversar com um colega robô pode parecer estranho à primeira vista, mas as pessoas parecem se acostumar rapidamente.

"Alguém entrou recentemente no escritório perguntando por mim, e um colega disse que eu estava bem ali," conta Blackwell. "Mas, na verdade, era o robô que estava ali. Eu ainda estava em casa."

Da New Scientist - 13/01/2011

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FREE - Workshop on Opportunities in Geoscience and Geotechnology

O workshop Oportunidades em Geociências e Geotecnologia será realizado de 14 a 16 de fevereiro, em Santos (SP), pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, em parceria com o Programa Geotechnologien e o Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Hildelbergo, na Alemanha, e o Centro Alemão de Inovação e Ciência, da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

O objetivo do evento é discutir possibilidades de cooperação científica entre pesquisadores e representantes de empresas do Brasil e da Alemanha fornecedoras de tecnologias para as áreas de geociência marinha e geotecnologia, geofísica e geodésia e tecnologias de perfuração.

A programação do evento será composta por palestras, sessão de pôsteres e exposição de produtos e tecnologias em geociências desenvolvidas nos dois países.

“A exploração do oceano com novas tecnologias” e “Os novos desafios da exploração offshore” serão alguns dos temas em debate no evento, que integra as comemorações do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação 2010-2011.

Aberta oficialmente em abril de 2010 e prevista para ser encerrada em março de 2011, a iniciativa celebra os 40 anos de relacionamento bilateral em ciência e tecnologia por meio de encontros e eventos realizados em diversas cidades brasileiras e alemãs.

Para reforçar as possibilidades de cooperação científica e tecnológica entre os dois países, será realizado, de 27 a 30 de março, em Heidelberg, na Alemanha, um segundo workshop sobre o tema, que reunirá representantes de diferentes instituições marinhas alemãs.

A edição brasileira do evento será realizada no Parque Balneário Hotel, localizado na Av. Ana Costa, nº 555, em Santos (SP).

As inscrições podem ser feitas até 31 de janeiro em www.dwih.com.br ou em dwih@ahkbrasil.com


Agência FAPESP – De 14/2/2011 a 16/2/2011 Faltam 18 dias para o início do evento. Duração: 3 dias

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Estudantes do quinto ano constroem satélite artificial a ser lançado nos EUA

Um grupo de professores e 108 estudantes do quinto ano da Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba, litoral norte paulista, em conjunto com empresários e pesquisadores voluntários, estão construindo um satélite artificial que deve ser lançado nos Estados Unidos e entrar em órbita ainda este ano.

A iniciativa partiu do professor de matemática Candido Osvaldo de Moura. Em fevereiro de 2010, ele leu em uma revista de divulgação científica que uma empresa dos Estados Unidos, a Interorbital, vendia kits de satélites chamados TubeSats, que permaneciam em órbita a 300 quilômetros de altitude durante três meses. Ousadamente, Moura pensou em construir e lançar um desses. Os alunos aprovaram seu plano, mesmo sabendo que teriam de enfrentar muitas dificuldades, que Moura está superando, uma a uma.

Para começar, não tinham como pagar os U$ 8 mil do kit do satélite. Moura, porém, conseguiu o patrocínio de empresas locais que cobriram as despesas. Depois, ele descobriu que somente por meio de uma fundação seria possível enviar o dinheiro à empresa nos Estados Unidos. Conversou com os dirigentes da escola, com os políticos da cidade e conseguiu transformar a Associação de Pais e Mestres em uma fundação. O professor de matemática teve de batalhar também uma licença do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão federal sediado em São José dos Campos, interior paulista, que constrói e gerencia satélites no Brasil.

Aos poucos, Moura conseguiu o apoio de outros professores, que mobilizaram os estudantes de todas as classes e promoveram um concurso para selecionar a mensagem que o satélite deve emitir nos três meses em que estiver em órbita.

A equipe coordenada por ele e por Emerson Yaegashi, professor de inglês, trabalha agora nos dispositivos eletrônicos do interior do satélite. Receberam os componentes e as instruções para montar os protótipos e a versão definitiva. Vendo que precisava de ajuda, Souza procurou uma empresa de robótica e desenvolvimento de software sediada na cidade de São Paulo, a Globalcode, e teve uma grata surpresa: os diretores, Vinicius Senger e Yara Mascarenhas Hornos Senger, moravam em Ubatuba.

“Vencidas as etapas financeira e burocrática, agora o grande desafio é construir o recheio do satélite”, diz Yara. Depois de coordenarem o treinamento sobre eletrônica básica para os professores, Vinicius e Yara começaram voluntariamente a ajudar docentes e alunos a desenhar, corroer e soldar as placas dos protótipos do satélite.

“Criamos a placa Ubatubino, que pode ser reutilizada para outras funções e as próprias crianças podem fabricar, usando programas de fonte aberta e material simples, como um ferro de passar roupa”, diz Vinicius. “As crianças estão fazendo pequenos computadores, com capacidade similar aos que os astronautas usaram na década de 1960 quando pousaram na Lua. É totalmente viável construirmos satélites educacionais inteiramente no Brasil, sem depender de importações, e promover, por exemplo, competições entre escolas.”

A edição de janeiro da revista SatMagazine , especializada em satélites, citou o trabalho realizado em Ubatuba: “O TubeSats já é parte do currículo de universidades e escolas ao redor do mundo. Talvez o mais ambicioso projeto esteja no Brasil em um programa coordenado por Candido Osvaldo e Emerson Yaegashi, no qual 120 estudantes criaram 22 maquetes do TubeSats em sala de aula. Os alunos que construírem as melhores maquetes ganharão a honra de montar o TubeSat orbital real”.

Sérgio Mascarenhas, coordenador de projetos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, tem acompanhado com entusiasmo a construção do satélite de Ubatuba: “O apoio à iniciativa do professor é a saída para melhorarmos a educação no Brasil”, comenta. Em férias, o professor Candido Osvaldo de Moura não foi encontrado para comentar o projeto que ele coordena.

(Com informações da Agência Fapesp)

do CAPES de edson.morais@capes.gov.br (Assessoria de Comunicação Social)

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