sexta-feira, 8 de março de 2013

Projeto pune político que promete e não cumpre

Dep. Nilson Leitão (PSDB-MT)
Leitão: muitos candidatos registram propostas impossíveis de serem executadas. O eleitor desavisado acredita e vota no candidato.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4523/12, do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que torna crime o não cumprimento das propostas de governo registradas durante a campanha eleitoral e também as promessas divulgadas pelo candidato no horário eleitoral no rádio e na TV e na internet.

O projeto altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para incluir o estelionato eleitoral entre as práticas de estelionato. De forma geral, esse crime caracteriza-se pela obtenção de vantagem ilícita com prejuízo para outra pessoa, a partir da indução ao erro mediante fraude. A pena atualmente prevista é reclusão de um a cinco anos e multa.

Na opinião de Nilson Leitão, o estelionato eleitoral encerra o mesmo tipo de fraude, só que em relação ao exercício da cidadania. “São muitos os candidatos que registram propostas às vezes impossíveis de serem executadas. O eleitor desavisado acredita e vota no candidato que, depois de eleito, ignora as propostas como se não as tivesse feito. Isso é enganar o eleitor, é fraudar o processo eleitoral”, afirma o parlamentar.

Em relação ao registro de propostas, a Lei Eleitoral (9.504/97) prevê a exigência para candidatos ao Executivo – presidente, governadores e prefeitos.

Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 3453/04, que tipifica como "estelionato eleitoral" o crime no qual o candidato promete, durante campanha eleitoral, realizar projetos de investimento sabendo que é inviável a concretização da promessa. As propostas estão sendo analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, depois seguem para o Plenário.

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Estatal de pesquisa e inovação nasce em março - Também abrirá um edital de R$ 150 milhões para universidades.

Apelidada de "Embrapa da indústria", empresa inicia com capital de até R$ 800 milhões

O governo pretende anunciar já no próximo dia 1º de março a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), uma nova estatal que nascerá com a missão de fomentar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico nas indústrias.

Apelidada de "Embrapa da Indústria", a nova empresa estatal teve as linhas gerais do seu modelo institucional definidas ontem, no Palácio do Planalto, em reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), comandada pela presidente Dilma Rousseff.

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTi), Marco Antonio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante, ficarão responsáveis por apresentar o desenho final da companhia em reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (Mei), grupo organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Eles terão a missão de detalhar o projeto de criação da nova estatal que atuará ligada a seis cadeias produtivas.

A Embrapii deverá nascer com um capital de até R$ 800 milhões que será financiado pelo MCTi, via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), entidades empresariais e institutos científicos de tecnologia. Cada fonte contribuirá com um terço do total dos recursos.

O modelo institucional da Embrapii prevê suporte a projetos voltados para o avanço da inovação nas empresas, a projetos de reforços dos laboratórios multiusuais que, embora localizados em universidades e institutos de pesquisa, poderão ser usados tanto para fins de desenvolvimento industrial como para as pesquisas acadêmicas.
Além disso, a estatal também dará suporte às redes de institutos tecnológicos.

Em paralelo à criação da Embrapii, o governo também anunciou ontem que irá destinar um "montante alto" de recursos para financiar investimento das empresas em inovação. Os valores ainda não estão definidos, mas podem chegar a R$ 30 bilhões.

O programa está sendo coordenado pelo Ministério da Fazenda e envolve diferentes ministérios, entidades empresariais e até agencias reguladoras, segundo uma fonte envolvida nas conversas.
A ideia é abrir linhas de créditos especiais para bancar as iniciativas inovadoras.

As ações do governo começaram ontem com o anuncio da abertura de uma nova linha de crédito de R$ 420 milhões para melhorar a infraestrutura de equipamentos e dos laboratórios das universidades federais e estaduais.

Recursos
Os recursos serão geridos pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), através do Programa de Infraestrutura (Proinfra). Além disso, Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também abrirá um edital de R$ 150 milhões para universidades.

Segundo fontes, o pacote de financiamento para investimento em inovações ainda passa por acertos finais pelo Ministério da Fazenda e podem ser anunciados somente depois da criação da Embrapii.

A questão é que o modelo institucional da nova empresa já está praticamente resolvido e o financiamento ainda precisa de mais detalhes para ser concluído.

(Ruy Barata Neto, Brasil Econômico)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Conferência em São Paulo mostra tendências na área de inovação - 26 a 28

Entre os dias 26 e 28 de fevereiro, em São Paulo, acontece a conferência “Tendências na Inovação em um Futuro de Conexões”, com apoio da FINEP. O evento tem por objetivo examinar as novas estratégias praticadas nessa área no Brasil. No encontro, 21 especialistas e executivos de diferentes ramos industriais compartilham informações de métodos bem sucedidos adotados por importantes corporações. Rodrigo Fonseca, Superintendente Coordenador da FINEP, será um dos palestrantes, no dia 28/2.

O encontro é uma iniciativa da Marcus Evans, companhia global especializada na gestão de eventos corporativos, com a participação dos principais players do setor. Casos práticos de sucesso compõem as cinco categorias de painéis. Veja aqui a programação completa.  

A conferência “Tendências na Inovação em um Futuro de Conexões” conta com o apoio institucional de:

FINEP – Agência Brasileira da Inovação

INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial

CONSECTI – Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I

PROTEC – Sociedade Brasileira Pró-inovação Tecnológica

IBQP - Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade

SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento

IBS - Instituto Brasileiro de Profissionais de Supply Chain.

ADETEC - Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina

Rede de Inovação - Sistema FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná)

Serviço: 

Tendências na Inovação em um Futuro de Conexões
Data: 26 a 28 de fevereiro de 2013. Local: São Paulo
Informações e Inscrições:
Tatiana Cesso
Marcus Evans – Chicago Headquarters
tel.: +1 312 540 3000 ramal 6437
tatianac@marcusevansch.com

Bandas de Música - Já estão abertas as inscrições para a edição 2013 do Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música

Este ano o prêmio irá contemplar cerca de 150 projetos com a distribuição gratuita de instrumentos de sopro. Podem participar da seleção grupos musicais denominados ‘Banda de Música’, ‘Banda Municipal’, ‘Banda Sinfônica’, ‘Banda de Concerto’, ‘Banda Filarmônica’ e ‘Sociedade Musical’. As inscrições estão abertas até o dia 21 de março e podem ser feitas no site da Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC).

O edital, publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 4 de fevereiro, visa o reconhecimento e a melhoria da qualidade técnica e artística de grupos musicais, por meio da distribuição gratuita de instrumentos de sopro.

Cada proponente poderá escolher até cinco instrumentos, entre as noves modalidades que estão sendo ofertadas – Bombardino em Sib, Bombardão Tuba ¾ em Sib, Clarineta 17 Chaves em Sib, Saxofone Alto em Mib, Saxofone Tenor em Sib, Trompete em Sib, Trombone de Vara em Sib, Flauta Transversal em Dó, e Trompa Cromática em Fá/Sib – .

(Fonte: Funarte/MinC)
(Texto: Ascom/MinC)
(Foto: Divulgação Funarte/MinC)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Unicamp cria 'superlaboratório' para solucionar crimes reais e virtuais

O LMPF vai formar novos peritos e pesquisar novas 'armas' contra o crime.
Pesquisadores focam agora na procura por patrocínio para equipamentos.

Luciano Calafiori Do G1 Campinas e Região

Com atividades criminais cada vez mais sofisticadas que fazem vítimas no mundo real e virtual, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deu os primeiros passos para a implantação do Laboratório Multidisciplinar de Pesquisas Forenses (LMPF), que terá a missão de descobrir novas soluções no campo das investigações de crimes e na formação de peritos.

A 'escola do CSI', como vem sendo chamada em alusão à série americana de investigadores forenses, também pode servir de ‘vitrine’ para estudantes em uma área de estudo que evolui a cada dia.

O LMPF será formado por pesquisadores das áreas de biologia, química, computação e engenharia elétrica. “Este laboratório com profissionais de quatro áreas será para fazermos pesquisas e ficarmos à frente do crime organizado. Vamos criar novas soluções e atuar na formação, que é a grande vocação da universidade”, explica o professor doutor do Instituto de Computação Anderson de Rezende Rocha.

Os professores Siome Klein Goldenstein (à esquerda) e Anderson Rocha, da Unicamp (Foto: Luciano Calafiori/G1)Os professores Siome Klein Goldenstein (à esquerda) e Anderson Rocha (Foto: Luciano Calafiori/G1)

O laboratório terá, por exemplo, na área da computação, equipamentos como o espectrômetro de massas que analisa e identifica diferentes átomos, além de clusters computacionais, que aceleram pesquisas por ter computadores em rede.

Apesar do espaço físico ainda não ter sido construído, o laboratório multidisciplinar já funciona na prática nos quatro institutos. Nos últimos dias, a universidade foi procurada para tentar auxiliar nas investigações da morte do torcedor boliviano Kevin Beltrão Estrada, de 14 anos, atingido por um sinalizador que possivelmente foi lançado por um torcedor do Corinthians no empate em 1 a 1, pela Copa Libertadora, em Ouro, na Bolívia, há cerca de uma semana.

Segundo o professor Anderson Rocha, o pedido era para tentar melhorar a qualidade da imagem de onde saiu o sinalizador e identificar o agressor. Mas a imagem é atualmente impossível de ser melhorada e seria necessário um conjunto de imagens para resultar em uma identificação, explica.

Uma das possíveis propostas, quando o LMPF estiver funcionando, é trabalhar para melhorar a resolução de imagens gravadas por circuitos internos que possam identificar com rapidez e seguranças, placas de carros e rostos de suspeitos. Outra seria a criação de filtros inteligentes que barrariam a ação de pedófilos a computadores acessados por crianças.

Apesar da Unicamp ter aprovado a implantação do LMPF, os seus criadores precisam de agências de fomento para viabilizar a compra de equipamentos. De início, o orçamento estaria na casa dos R$ 2 milhões. “Já temos a divisão do espaço agora precisamos das agências de fomento. Vamos procurar entidades como a Fapesp, o CNPq, o Finep e até a Secretaria de Segurança Pública”, ressalta o professor doutor do Instituto de Computação Siome Klein Goldenstein.

O superlaboratório disputou com outras propostas o direito de ser viabilizado, mas para funcionar é preciso investimento de fora da Unicamp. Também não há um prazo definido para ele começar a funcionar no espaço físico de 600 metros quadrados, que já foi aprovado.

Efetivo São Paulo
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Polícia Técnico-Científica cumpre a lei e expede todos os laudos requisitados pela Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Poder Judiciário.

Sem informar números, o órgão afirma que o efetivo da Polícia Científica corresponde a 92% do autorizado por lei pela Assembleia Legislativa. Questionada sobre vagas, divulgou que há 44 para médico legista em concursos em andamento, 103 oportunidades para perito criminal e 16 vagas para auxiliar de necropsia, além de 103 postos de trabalho para papiloscopista e 113 para auxiliar de papiloscopista.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Orelha artificial impressa em 3D com células vivas

Impressora 3D usa células vivas para criar orelha artificial
Um colágeno serve como suporte sobre o qual a cartilagem pode crescer depois que o molde é removido, dando consistência à orelha artificial. [Imagem: Reiffel et al./Plos One]
Bioimpressão

Em um feito marcante da área da bioengenharia, pesquisadores usaram impressoras 3D e moldes injetáveis para criar uma orelha artificial similar à orelha natural.

Segundo Alyssa Reiffel e seus colegas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, "a orelha artificial se parece e se comporta com uma orelha natural".

O órgão artificial foi fabricado usando géis feitos de células vivas, dispostos no formato adequado usando uma impressora 3D.

Ao longo de um período de três meses, as orelhas artificiais cresceram cartilagem para substituir o colágeno usado para moldá-las.

Como serão usadas células dos próprios pacientes, praticamente elimina-se o risco de rejeição do órgão artificial.

Implante de orelha

Segundo o Dr. Jason Spector, coautor do trabalho, a nova orelha é a solução que os cirurgiões que trabalham com reconstrução há muito esperavam para ajudar crianças com nascem com deformidade nas orelhas.

A incidência da microtia ("orelha pequena", em latim) é de 1 a 4 para cada 10.000 nascimentos por ano.

Hoje, as orelhas para implante são fabricadas com materiais com uma consistência semelhante ao isopor, ou, em alguns casos, os cirurgiões precisam construir as orelhas de tecidos recolhidos do próprio paciente. A operação é complicada e muito dolorosa sobretudo para as crianças, e os ouvidos raramente parecem completamente naturais e nem tampouco funcionam como tal.

"Uma orelha de reposição biofabricada como esta também poderá ajudar pessoas que perderam parte ou todo o seu ouvido externo em acidentes ou devido a um câncer," acrescentou Spector.

Fabricando uma orelha artificial

Para fabricar as orelhas artificiais, os pesquisadores começaram com uma imagem 3D digitalizada de uma orelha humana, e converteram a imagem em um ouvido "sólido", usando uma impressora 3D para criar um molde.

O gel de alta densidade, feito com células vivas, assume uma consistência semelhante à gelatina.

Um colágeno serve como suporte sobre o qual a cartilagem pode crescer depois que o molde é removido.

O processo é bastante rápido.

"É preciso metade de um dia para desenhar o molde, um ou dois dias para imprimi-lo, 30 minutos para injetar o gel, e nós podemos remover a orelha 15 minutos mais tarde. Nós cortamos a orelha e a deixamos em meio de cultura com nutrição por vários dias, antes que o ouvido possa ser implantado," explicou Lawrence Bonassar, outro membro da equipe.

Na verdade, ainda não foram feitos implantes com a orelha biofabricada - os pesquisadores esperam fazer todos os testes, a fim de obter autorização para fazer o primeiro implante da orelha artificial em humanos, nos próximos três anos.

Bibliografia:

High-Fidelity Tissue Engineering of Patient-Specific Auricles for Reconstruction of Pediatric Microtia and Other Auricular Deformities
Alyssa J. Reiffel, Concepcion Kafka, Karina A. Hernandez, Samantha Popa, Justin L. Perez, Sherry Zhou, Satadru Pramanik, Bryan N. Brown, Won Seuk Ryu, Lawrence J. Bonassar, Jason A. Spector
PLoS ONE
Vol.: Published online
DOI: 10.1371/journal.pone.0056506

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/02/2013

Projeto autoriza universidades a criar fundos patrimoniais - Já é um começo!

Bruna Furlan
Bruna Furlan: medida visa a criar uma cultura de filantropia educacional no País.Arquivo/ Reinaldo Ferrigno

Em análise na Câmara, o Projeto de Lei 4643/12 autoriza as instituições federais de ensino superior a instituírem fundos patrimoniais. Pela proposta, da deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), o fundo será criado em cada instituição para administrar recursos de doações ou outras fontes, e esse dinheiro será utilizado no financiamento da pesquisa e da extensão universitárias.

O fundo será gerido por um conselho de administração composto por cinco integrantes, presidido pelo reitor ou autoridade equivalente. As regras sobre o funcionamento do conselho e da política de investimentos e resgate dos recursos serão definidas em estatuto.

Gestão
O projeto determina que a gestão do fundo patrimonial seja semelhante à dos demais fundos de investimentos. As aplicações financeiras serão geridas por um comitê de investimentos indicado pelo conselho de administração, com notórios conhecimentos e experiência no mercado.

Programas e projetos de pesquisa poderão ser financiados exclusivamente com o rendimento das aplicações financeiras. Em nenhuma hipótese será permitida retirada de montante superior a 10% dos recursos que integram os bens do fundo. Em caso de dissolução, os recursos do fundo serão revertidos para a instituição a que pertence, prossegue a proposta.

Incentivo
Como forma de incentivar os doadores, o projeto prevê a dedução dos valores doados do Imposto de Renda nos anos-calendários de 2013 a 2019. A soma dos abatimentos, no entanto, não poderá exceder o atual de limite de dedução, de 12% do imposto devido. Segundo Bruna Furlan, com isso evita-se o problema de “criar qualquer pressão adicional sobre os cofres públicos federais”.

A deputada explica que já existe uma experiência de criação de fundo patrimonial no Brasil, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Segundo Furlan, trata-se da “tentativa tardia para se criar uma cultura de filantropia educacional no País”.

Furlan observa que iniciativas do gênero são comuns em outros países, principalmente nos Estados Unidos. Segundo afirma, na universidade Harvard, por exemplo, os rendimentos das aplicações do fundo patrimonial rendem 1,4 bilhões de dólares anuais (cerca de R$ 2,860 bilhões).

Tramitação
O projeto será analisado, de forma conclusiva, pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Maria Neves
Edição – Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Software revela padrão secreto no livro do Gênesis

Padrão secreto no livro do Gênesis é descoberto por software
As palavras procuradas são mostradas conforme sua distribuição ao longo do texto, mostrando a importância de cada tema e seu interrelacionamento com outros assuntos dentro da obra. [Imagem: Search Visualizer]

Visualizador de Buscas

No que parece mais o enredo de uma novela de Dan Brown, cientistas conseguiram encontrar um "padrão secreto" em um dos textos mais estudados do mundo: o livro Gênesis, da Bíblia.

O feito coube a Gordon Rugg (Universidade Keele - UK) e David Musgrave (Universidade Amridge- EUA).

A dupla criou um programa de análise de textos, chamado Visualizador de Buscas, que representa o texto completo como uma grade, onde cada quadrado representa uma palavra.

As palavras que estão sendo procuradas no texto são representadas como quadrados coloridos.

"Nosso novo método para visualização de textos significa que um livro inteiro pode ser representado em uma única página A4, permitindo que você veja padrões muito facilmente. Ele oferece uma forma simples e rápida para que os pesquisadores identifiquem padrões, ou vejam quais de suas ideias podem ser pistas falsas, o que é uma informação importante para pesquisadores lidando com textos grandes," disse Rugg.

O Código do Gênesis

A surpresa veio quando os pesquisadores resolveram procurar pelas palavras "vida" e "morte" no livro do Gênesis.

O visualizador de buscas mostrou um padrão literário que permaneceu escondido dos estudiosos até hoje.

A ferramenta revelou uma técnica conhecida como escalonamento, que faz um "sanduíche" de um tema entre duas menções de outro tema.

Essa técnica é muito usada hoje pela mídia, quando as más notícias são intercaladas entre duas notícias boas.

A nova análise do Gênesis revelou um padrão muito claro de escalonamento de duas palavras-chave - "vida" e "morte".

Os versículos de abertura e fechamento do Gênesis contém menções frequentes à vida, enquanto menções à morte somente são encontrados em versículos centrais.

"Se isso foi feito consciente ou inconscientemente, provavelmente permanecerá um mistério, embora as razões possíveis para o padrão podem ser suavizar as mensagens negativas da morte, ou talvez justapor vida e morte para um maior impacto," disse Rugg.

Enquanto os teólogos se preparam para debater a questão, outras buscas de mistérios podem ser feitas por qualquer interessado. A ferramenta de visualização de buscas foi disponibilizada online, no endereço www.searchvisualizer.com.


Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/02/2013

Bateria de sódio será usada em carro elétrico brasileiro

Bateria de sódio, totalmente reciclável, será usada no carro elétrico brasileiro. (Foto: Itaipu)

O primeiro carro elétrico totalmente desenvolvido no Brasil terá em seu interior um importante diferencial: uma bateria de sódio, totalmente reciclável, e composta de matérias abundantes na natureza. O projeto está sendo concebido pela Itaipu Binacional, com financiamento da FINEP.

O desenvolvimento da bateria é 100% brasileiro, enquanto o do carro elétrico é uma parceria de empresas nacionais e estrangeiras, capitaneado pela Itaipu. As vantagens da bateria inovadora são várias: é três vezes mais leve do que a de chumbo, mais adequada ao clima dos trópicos, e pode ser usada em sistemas de armazenamento de energia geradas por fontes renováveis, por exemplo.

- Optamos por uma matéria-prima que estivesse presente em abundância em todos os lugares. A fonte do sódio nada mais é do que sal de cozinha. As baterias de lítio ou chumbo são muito agressivas à natureza. o veículo elétrico em si não polui o planeta, mas precisamos olhar todo o ciclo. Inclusive pensar no que vai acontecer quando o carro for descartado. o processo de reciclagem de uma bateria de sódio, por exemplo, é simples e barato – afirma o engenheiro Celso Novais, chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável e responsável pela coordenação do projeto na Itaipu Binacional.

Novais afirma que a primeira fase do projeto estará finalizada até meados de 2014.


(20/2/2013)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sistema de TV Digital promete aparelhos interativos com novas funcionalidades

TV Digital passará a oferecer serviços de atendimento em bancos (Foto: Sxc.hu)

A TV digital no Brasil terá novidades a partir deste ano. Com incentivos fiscais, os fabricantes de televisores serão obrigados a produzir aparelhos com padrão estabelecido de associação da interatividade ao sinal de radiodifusão, já em 2013. O sistema, batizado como Ginga, foi implementado em 2007, quando entrou em operação o Sistema Brasileiro de TV Digital, traz novas funções ao ambiente da TV. O projeto recebeu subvenção econômica de R$ 2,13 milhões da FINEP.

Uma das novas aplicações para a televisão digital é o t-banking, desenvolvido pela TQTVD, do Rio de Janeiro. Trata-se de uma ferramenta compatível com o modelo operacional brasileiro para acesso seguro a serviços bancários através do controle remoto. O próximo passo deve ser a integração da TV com os tablets e smartphones.

"Acreditamos que o público possa pesquisar informações no tablet ou no smartphone enquanto assiste à televisão", explica David Britto, diretor técnico da TQTVD.

A meta é de que 90% dos televisores comercializados no País cheguem aos consumidores com o sistema Ginga instalado até 2014. Isso faz parte do processo de migração das transmissões analógicas para as digitais, que deve ser concluído em 2016, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Leia a matéria completa, da edição nº 13 da revista Inovação em Pauta

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Rede americana de ensino superior Laureate fica com 100% da Anhembi Morumbi

A rede americana de ensino superior Laureate anunciou ontem a aquisição de mais 49% da paulistana Anhembi Morumbi, tornando-se sua única dona. O grupo estrangeiro era sócio do fundador Gabriel Mário Rodrigues desde 2005, quando comprou, por cerca de R$ 300 milhões, 51% da instituição, hoje com 31,5 mil alunos. O valor pago pelo restante da participação na universidade não foi divulgado, mas a estimativa de fontes do mercado é de que ultrapasse R$ 400 milhões.

“Em relação à estratégia, não muda nada, porque temos o controle da Anhembi Morumbi há oito anos”, afirma o presidente da Laureate Brasil, José Roberto Loureiro. Ex-executivo do setor de seguros, com passagens pela Metlife e pelo Citigroup, Loureiro entrou na empresa americana em 2010 e assumiu a presidência no fim do ano passado.

A Anhembi Morumbi foi a primeira aquisição feita pela Laureate no mercado brasileiro. O negócio é visto no setor como um dos primeiros na onda de consolidação que tomou conta do segmento de ensino superior privado no Brasil nos últimos anos – capitaneada por empresas controladas por fundos de private equity.

A própria Laureate, com 750 mil alunos em 29 países, tem entre seus sócios o mega fundo de investimento americano KKR. “As instituições que têm participação de fundos lideram os processos de aquisição”, diz Carlos Monteiro, sócio da CM consultoria, especializada em educação. “A Laureate não é a mais agressiva, mas está no jogo.”

Embora seja mais lenta que as concorrentes no processo de consolidação, a Laureate já adquiriu outras dez instituições de ensino superior em oito Estados do País, entre elas a Business School São Paulo e a Universidade de Salvador. Só na expansão da Anhembi, os americanos investiram R$ 120 milhões.

Loureiro, presidente da Laureate, garante que o interesse do grupo é continuar investindo no Brasil, mas não dá detalhes sobre o plano de aquisição. “Pode ser que façamos três compras neste ano, pode ser que não façamos nenhuma.”

Na última segunda-feira, um dia antes de anunciar a aquisição total da Anhembi, a Laureate recebeu um aporte de US$ 150 milhões da International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, para acelerar a expansão em países emergentes.

Fundador. A venda de sua participação para a Laureate não significa que o professor Gabriel Rodrigues, de 81 anos, esteja deixando totalmente a educação. Além de continuar como presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Rodrigues é sócio da gigante Anhanguera, controlada por um fundo da gestora de investimentos Pátria.

Esse fundo detém 17% das ações da Anhanguera e a holding da família Rodrigues detém 70% desse fundo. “Mas lá eu sou só acionista”, explica o fundador da Anhembi. “Por orientação da família, vou tirar um sabático.” Na volta, Rodrigues pretende tirar do papel o projeto de um instituto que vai financiar alunos talentosos de escolas públicas brasileiras.

Fonte: estadao.com.br


Cursos em alta e em baixa para o mercado de trabalho

Ação faz parte da disciplina Responsabilidade Social, oferecida pelo curso de Redes

Alunos do 4º período do curso de Redes da Estácio Fatern contribuem para a inclusão digital às instituições públicas de apoio social com a implantação de laboratórios de informática, bem como através da manutenção dos computadores já instalados nos locais. O trabalho tem como objetivo oferecer uma experiência prática aos estudantes na área da responsabilidade social. A instituição beneficiada no semestre letivo 2012.2 é o Núcleo de Amparo ao Menor – NAM, localizado no bairro de Felipe Camarão em Natal.

“O projeto propõe uma intervenção prática dos alunos na área social”, afirma a professora responsável pelo projeto, e também socióloga Julimar Gonçalves, que desenvolve o trabalho junto aos alunos do curso desde 2008. No primeiro momento, ainda na sala de aula, os estudantes lidam com questões teóricas e conceitos sobre responsabilidade social, desde a sua origem aos dias atuais.

Logo depois, verificam como essas ações se concretizam na prática. Para isso, são motivados a procurar no bairro ou no entorno do trabalho alguma instituição de apoio social, que tenha a carência de serviços na área da informática (equipamentos ou assistência de profissionais habilitados). Acertada a instituição, é chegada a hora de irem em busca das doações de equipamentos, nas empresas privadas da cidade. Toda a montagem do laboratório de informática também é feita pelos estudantes.

O trabalho dos alunos do curso de Redes agora segue para a etapa final. A instalação elétrica do novo laboratório de informática do NAM já foi providenciada pelos alunos e as máquinas recebidas, através de doações. Agora os acadêmicos ajustam com empresas privadas, o recebimento de alguns itens para finalizar o projeto. “Ver os resultados dessas ações é muito gratificante para todos eles. Sem contar com as questões de ética social e profissional que também são trabalhadas na área tecnológica”, completa a professora do curso.


Marketing nas IES

Software simula comportamento de multidões em grandes eventos para evitar incidentes

Software CrowdSim constrói simulações em 3D dos locais dos eventos

Grandes competições esportivas e espetáculos artísticos costumam reunir centenas de milhares de pessoas, seja em ambientes fechados, como estádios e casas de show, seja em espaços abertos, como praias e praças públicas. Para ajudar a prevenir incidentes nessas ocasiões, como o ocorrido recentemente em Santa Maria, o Laboratório de Simulação de Humanos Virtuais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) desenvolveu um software inédito no Brasil, capaz de simular o comportamento de multidões.

Em média 10 vezes mais barato que concorrentes internacionais, o CrowdSim possui ainda o diferencial de poder realizar análises mais complexas, que levam em consideração diferentes situações, inclusive eventos de pânico e emergência. Também é possível analisar os diversos perfis de público e como reagem, por exemplo, idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. “As soluções estrangeiras não são capazes de lidar com essas particularidades”, explica a coordenadora do projeto, Soraia Raupp Musse.

O indivíduo sozinho, em geral, toma decisões mais sóbrias, mas, na multidão, passa a fazer parte de uma massa com vontade própria e às vezes desordenada. Por isso, a solução foi programada para levar em conta o percentual de pessoas que tomam decisões caóticas, como aquelas que não se dirigem para uma saída por um motivo qualquer, por ter desmaiado ou entrado em pânico, por exemplo.

Em 2000, o comportamento de multidões foi alvo da tese de doutorado da professora Soraia, que desde então se debruça sobre o tema. “A ferramenta reúne o resultado de todos esses anos de pesquisa”, revela. O desenvolvimento técnico do software foi realizado em um ano e meio e custou cerca de R$ 200 mil, recursos que foram aportados pela FINEP, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O produto foi apresentado em novembro do ano passado e, com a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas, ganhou destaque na área de tecnologia aplicada à segurança.

O próximo passo é firmar acordos comercias com empresas interessadas em levar a solução para o mercado. Soraia revela que está analisando propostas e espera, já em março, estar com as parcerias consolidadas. “A Copa do Mundo de 2014 é uma grande oportunidade e não queremos deixá-la escapar. Nossa meta é que o CrowdSim seja usado em todos os estádios sede”, diz a professora.

A ferramenta já foi testada no Estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, no Rio de Janeiro. Um especialista em modelagem construiu animações em 3D que reproduziram em detalhes o estádio, o que foi feito a partir de um levantamento prévio de dados que considerou as características da estrutura física, plantas e imagens fotográficas do ambiente, informações sobre a localização de portões, escadas, banheiros, corredores e outras áreas de circulação, além da capacidade de lotação e ocupação durante os jogos.


(29/1/2013)

Software simula comportamento de multidões em grandes eventos para evitar incidentes

Software CrowdSim constrói simulações em 3D dos locais dos eventos

Grandes competições esportivas e espetáculos artísticos costumam reunir centenas de milhares de pessoas, seja em ambientes fechados, como estádios e casas de show, seja em espaços abertos, como praias e praças públicas. Para ajudar a prevenir incidentes nessas ocasiões, como o ocorrido recentemente em Santa Maria, o Laboratório de Simulação de Humanos Virtuais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) desenvolveu um software inédito no Brasil, capaz de simular o comportamento de multidões.

Em média 10 vezes mais barato que concorrentes internacionais, o CrowdSim possui ainda o diferencial de poder realizar análises mais complexas, que levam em consideração diferentes situações, inclusive eventos de pânico e emergência. Também é possível analisar os diversos perfis de público e como reagem, por exemplo, idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. “As soluções estrangeiras não são capazes de lidar com essas particularidades”, explica a coordenadora do projeto, Soraia Raupp Musse.

O indivíduo sozinho, em geral, toma decisões mais sóbrias, mas, na multidão, passa a fazer parte de uma massa com vontade própria e às vezes desordenada. Por isso, a solução foi programada para levar em conta o percentual de pessoas que tomam decisões caóticas, como aquelas que não se dirigem para uma saída por um motivo qualquer, por ter desmaiado ou entrado em pânico, por exemplo.

Em 2000, o comportamento de multidões foi alvo da tese de doutorado da professora Soraia, que desde então se debruça sobre o tema. “A ferramenta reúne o resultado de todos esses anos de pesquisa”, revela. O desenvolvimento técnico do software foi realizado em um ano e meio e custou cerca de R$ 200 mil, recursos que foram aportados pela FINEP, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O produto foi apresentado em novembro do ano passado e, com a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas, ganhou destaque na área de tecnologia aplicada à segurança.

O próximo passo é firmar acordos comercias com empresas interessadas em levar a solução para o mercado. Soraia revela que está analisando propostas e espera, já em março, estar com as parcerias consolidadas. “A Copa do Mundo de 2014 é uma grande oportunidade e não queremos deixá-la escapar. Nossa meta é que o CrowdSim seja usado em todos os estádios sede”, diz a professora.

A ferramenta já foi testada no Estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, no Rio de Janeiro. Um especialista em modelagem construiu animações em 3D que reproduziram em detalhes o estádio, o que foi feito a partir de um levantamento prévio de dados que considerou as características da estrutura física, plantas e imagens fotográficas do ambiente, informações sobre a localização de portões, escadas, banheiros, corredores e outras áreas de circulação, além da capacidade de lotação e ocupação durante os jogos.


(29/1/2013)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra
Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]

Bioasfalto

O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.

Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.

Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.

Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.

Bioasfalto

O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".

Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.

A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.

Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.

Testes de campo

Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.

"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."

O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação.


Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ford lança plataforma aberta para acessar computadores de carros

Ford lança plataforma aberta de acesso aos carros
A plataforma OpenXC dá acesso à rede de dados interna do veículo, que segue um padrão chamado CAN.[Imagem: Ford]

Rede CAN

A fabricante de automóveis Ford decidiu atender a um apelo antigo dos aficionados em informática e em automóveis.

A empresa disponibilizou uma plataforma de hardware e softwares abertos cujo objetivo, a longo prazo, é permitir que os usuários "tunem" seus carros ou acrescentem novos aplicativos para controlar os dispositivos dos veículos.

A plataforma OpenXC é baseada no sistema operacional Android.

A maioria dos carros modernos é inteiramente controlada por computador, da afinação do motor até o GPS e o sistema de entretenimento.

Com o conjunto de hardware e software disponibilizado, os proprietários podem ter acesso à rede de dados interna do veículo, chamada CAN (Controller Area Network), um padrão que permite que os microcontroladores de cada parte do automóvel comuniquem-se uns com os outros sem precisar de um computador central.

O padrão CAN também é usado por outros fabricantes, incluindo as japonesas Toyota, Nissan e Honda, o que abre a possibilidade de que a OpenXC logo possa beneficiar também os proprietários de outras marcas.

Diversão e utilidade

Com a plataforma aberta, o usuário poderá conectar seu próprio computador ao carro e ler em tempo real dados como ângulo em que as rodas estão viradas, posição geográfica informada pelo GPS, velocidade, consumo de combustível etc.

Segundo a Ford, a ideia é soltar a criatividade dos usuários: "Por que não gerar uma imagem digital do movimento das rodas ao longo de todo o dia e enviá-la para a internet?", sugere a empresa.

Talvez isso seja divertido, mas fechar os vidros e ligar o ar-condicionado quando o motorista ligar o limpador de pára-brisas poderia ser mais útil.

Ford lança plataforma aberta de acesso aos carros
A empresa parece ter sido cautelosa nos acessos liberados até agora. Afinal, um acesso irrestrito ao automóvel abre riscos sérios de segurança. [Imagem: Ford]

Por enquanto estão disponíveis "mais de uma dúzia de diferentes medições em um número crescente de modelos de veículos".

"Nenhuma empresa sozinha consegue pensar em todas as possibilidades de aplicativos, e é por isso que a OpenXC dará a liberdade de experimentação para os desenvolvedores," diz a Ford no site da plataforma OpenXC, que está disponível no endereço http://openxcplatform.com/.

Vírus para carros

A empresa parece ter sido cautelosa nos acessos liberados até agora. Afinal, um acesso irrestrito ao automóvel abre riscos sérios de segurança.

Por exemplo, os motores dos carros são ajustados para um equilíbrio entre desempenho e economia, mas, com os ajustes adequados, pode-se facilmente deixar de lado a economia para se obter um rendimento muito maior, eventualmente desgastando o equipamento mais rapidamente - como ficaria a garantia nesses casos seria um assunto polêmico.

Mais sério ainda seria a possibilidade de invasão do sistema por ladrões ou usuários mal-intencionados, ou mesmo o desenvolvimento de vírus para carros - um aplicativo que desativasse o sistema de freios, por exemplo, teria efeitos literalmente desastrosos.


Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/01/2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Compra e venda de IES

A onda de aquisições envolvendo instituições de ensino superior não deve acabar tão cedo. Estão à venda duas universidades paulistas. A maior delas é a FMU, que tem 73.000 alunos. A rede vem sendo assediada há anos pelos grandes do setor, e no fim do ano passado abriu seus números a potenciais interessados.

Segundo EXAME apurou, a aquisição da FMU poderia custar cerca de 1 bilhão de reais.

 

A Unisa, que tem 28.000 alunos, também está à venda. Um dos maiores interessados nas duas universidades é o grupo americano Apollo, que há anos ronda o mercado brasileiro em busca de aquisições. Procurada, a FMU nega que esteja à venda. A Unisa confirma que vem sendo abordada por potenciais interessados.

 

 


Fonte: Revista EXAME – Edição 1033

23/01/2013

Posted via email from rmachadosp - posterous