quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Rede americana de ensino superior Laureate fica com 100% da Anhembi Morumbi

A rede americana de ensino superior Laureate anunciou ontem a aquisição de mais 49% da paulistana Anhembi Morumbi, tornando-se sua única dona. O grupo estrangeiro era sócio do fundador Gabriel Mário Rodrigues desde 2005, quando comprou, por cerca de R$ 300 milhões, 51% da instituição, hoje com 31,5 mil alunos. O valor pago pelo restante da participação na universidade não foi divulgado, mas a estimativa de fontes do mercado é de que ultrapasse R$ 400 milhões.

“Em relação à estratégia, não muda nada, porque temos o controle da Anhembi Morumbi há oito anos”, afirma o presidente da Laureate Brasil, José Roberto Loureiro. Ex-executivo do setor de seguros, com passagens pela Metlife e pelo Citigroup, Loureiro entrou na empresa americana em 2010 e assumiu a presidência no fim do ano passado.

A Anhembi Morumbi foi a primeira aquisição feita pela Laureate no mercado brasileiro. O negócio é visto no setor como um dos primeiros na onda de consolidação que tomou conta do segmento de ensino superior privado no Brasil nos últimos anos – capitaneada por empresas controladas por fundos de private equity.

A própria Laureate, com 750 mil alunos em 29 países, tem entre seus sócios o mega fundo de investimento americano KKR. “As instituições que têm participação de fundos lideram os processos de aquisição”, diz Carlos Monteiro, sócio da CM consultoria, especializada em educação. “A Laureate não é a mais agressiva, mas está no jogo.”

Embora seja mais lenta que as concorrentes no processo de consolidação, a Laureate já adquiriu outras dez instituições de ensino superior em oito Estados do País, entre elas a Business School São Paulo e a Universidade de Salvador. Só na expansão da Anhembi, os americanos investiram R$ 120 milhões.

Loureiro, presidente da Laureate, garante que o interesse do grupo é continuar investindo no Brasil, mas não dá detalhes sobre o plano de aquisição. “Pode ser que façamos três compras neste ano, pode ser que não façamos nenhuma.”

Na última segunda-feira, um dia antes de anunciar a aquisição total da Anhembi, a Laureate recebeu um aporte de US$ 150 milhões da International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, para acelerar a expansão em países emergentes.

Fundador. A venda de sua participação para a Laureate não significa que o professor Gabriel Rodrigues, de 81 anos, esteja deixando totalmente a educação. Além de continuar como presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Rodrigues é sócio da gigante Anhanguera, controlada por um fundo da gestora de investimentos Pátria.

Esse fundo detém 17% das ações da Anhanguera e a holding da família Rodrigues detém 70% desse fundo. “Mas lá eu sou só acionista”, explica o fundador da Anhembi. “Por orientação da família, vou tirar um sabático.” Na volta, Rodrigues pretende tirar do papel o projeto de um instituto que vai financiar alunos talentosos de escolas públicas brasileiras.

Fonte: estadao.com.br


Cursos em alta e em baixa para o mercado de trabalho

Ação faz parte da disciplina Responsabilidade Social, oferecida pelo curso de Redes

Alunos do 4º período do curso de Redes da Estácio Fatern contribuem para a inclusão digital às instituições públicas de apoio social com a implantação de laboratórios de informática, bem como através da manutenção dos computadores já instalados nos locais. O trabalho tem como objetivo oferecer uma experiência prática aos estudantes na área da responsabilidade social. A instituição beneficiada no semestre letivo 2012.2 é o Núcleo de Amparo ao Menor – NAM, localizado no bairro de Felipe Camarão em Natal.

“O projeto propõe uma intervenção prática dos alunos na área social”, afirma a professora responsável pelo projeto, e também socióloga Julimar Gonçalves, que desenvolve o trabalho junto aos alunos do curso desde 2008. No primeiro momento, ainda na sala de aula, os estudantes lidam com questões teóricas e conceitos sobre responsabilidade social, desde a sua origem aos dias atuais.

Logo depois, verificam como essas ações se concretizam na prática. Para isso, são motivados a procurar no bairro ou no entorno do trabalho alguma instituição de apoio social, que tenha a carência de serviços na área da informática (equipamentos ou assistência de profissionais habilitados). Acertada a instituição, é chegada a hora de irem em busca das doações de equipamentos, nas empresas privadas da cidade. Toda a montagem do laboratório de informática também é feita pelos estudantes.

O trabalho dos alunos do curso de Redes agora segue para a etapa final. A instalação elétrica do novo laboratório de informática do NAM já foi providenciada pelos alunos e as máquinas recebidas, através de doações. Agora os acadêmicos ajustam com empresas privadas, o recebimento de alguns itens para finalizar o projeto. “Ver os resultados dessas ações é muito gratificante para todos eles. Sem contar com as questões de ética social e profissional que também são trabalhadas na área tecnológica”, completa a professora do curso.


Marketing nas IES

Software simula comportamento de multidões em grandes eventos para evitar incidentes

Software CrowdSim constrói simulações em 3D dos locais dos eventos

Grandes competições esportivas e espetáculos artísticos costumam reunir centenas de milhares de pessoas, seja em ambientes fechados, como estádios e casas de show, seja em espaços abertos, como praias e praças públicas. Para ajudar a prevenir incidentes nessas ocasiões, como o ocorrido recentemente em Santa Maria, o Laboratório de Simulação de Humanos Virtuais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) desenvolveu um software inédito no Brasil, capaz de simular o comportamento de multidões.

Em média 10 vezes mais barato que concorrentes internacionais, o CrowdSim possui ainda o diferencial de poder realizar análises mais complexas, que levam em consideração diferentes situações, inclusive eventos de pânico e emergência. Também é possível analisar os diversos perfis de público e como reagem, por exemplo, idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. “As soluções estrangeiras não são capazes de lidar com essas particularidades”, explica a coordenadora do projeto, Soraia Raupp Musse.

O indivíduo sozinho, em geral, toma decisões mais sóbrias, mas, na multidão, passa a fazer parte de uma massa com vontade própria e às vezes desordenada. Por isso, a solução foi programada para levar em conta o percentual de pessoas que tomam decisões caóticas, como aquelas que não se dirigem para uma saída por um motivo qualquer, por ter desmaiado ou entrado em pânico, por exemplo.

Em 2000, o comportamento de multidões foi alvo da tese de doutorado da professora Soraia, que desde então se debruça sobre o tema. “A ferramenta reúne o resultado de todos esses anos de pesquisa”, revela. O desenvolvimento técnico do software foi realizado em um ano e meio e custou cerca de R$ 200 mil, recursos que foram aportados pela FINEP, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O produto foi apresentado em novembro do ano passado e, com a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas, ganhou destaque na área de tecnologia aplicada à segurança.

O próximo passo é firmar acordos comercias com empresas interessadas em levar a solução para o mercado. Soraia revela que está analisando propostas e espera, já em março, estar com as parcerias consolidadas. “A Copa do Mundo de 2014 é uma grande oportunidade e não queremos deixá-la escapar. Nossa meta é que o CrowdSim seja usado em todos os estádios sede”, diz a professora.

A ferramenta já foi testada no Estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, no Rio de Janeiro. Um especialista em modelagem construiu animações em 3D que reproduziram em detalhes o estádio, o que foi feito a partir de um levantamento prévio de dados que considerou as características da estrutura física, plantas e imagens fotográficas do ambiente, informações sobre a localização de portões, escadas, banheiros, corredores e outras áreas de circulação, além da capacidade de lotação e ocupação durante os jogos.


(29/1/2013)

Software simula comportamento de multidões em grandes eventos para evitar incidentes

Software CrowdSim constrói simulações em 3D dos locais dos eventos

Grandes competições esportivas e espetáculos artísticos costumam reunir centenas de milhares de pessoas, seja em ambientes fechados, como estádios e casas de show, seja em espaços abertos, como praias e praças públicas. Para ajudar a prevenir incidentes nessas ocasiões, como o ocorrido recentemente em Santa Maria, o Laboratório de Simulação de Humanos Virtuais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) desenvolveu um software inédito no Brasil, capaz de simular o comportamento de multidões.

Em média 10 vezes mais barato que concorrentes internacionais, o CrowdSim possui ainda o diferencial de poder realizar análises mais complexas, que levam em consideração diferentes situações, inclusive eventos de pânico e emergência. Também é possível analisar os diversos perfis de público e como reagem, por exemplo, idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. “As soluções estrangeiras não são capazes de lidar com essas particularidades”, explica a coordenadora do projeto, Soraia Raupp Musse.

O indivíduo sozinho, em geral, toma decisões mais sóbrias, mas, na multidão, passa a fazer parte de uma massa com vontade própria e às vezes desordenada. Por isso, a solução foi programada para levar em conta o percentual de pessoas que tomam decisões caóticas, como aquelas que não se dirigem para uma saída por um motivo qualquer, por ter desmaiado ou entrado em pânico, por exemplo.

Em 2000, o comportamento de multidões foi alvo da tese de doutorado da professora Soraia, que desde então se debruça sobre o tema. “A ferramenta reúne o resultado de todos esses anos de pesquisa”, revela. O desenvolvimento técnico do software foi realizado em um ano e meio e custou cerca de R$ 200 mil, recursos que foram aportados pela FINEP, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O produto foi apresentado em novembro do ano passado e, com a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas, ganhou destaque na área de tecnologia aplicada à segurança.

O próximo passo é firmar acordos comercias com empresas interessadas em levar a solução para o mercado. Soraia revela que está analisando propostas e espera, já em março, estar com as parcerias consolidadas. “A Copa do Mundo de 2014 é uma grande oportunidade e não queremos deixá-la escapar. Nossa meta é que o CrowdSim seja usado em todos os estádios sede”, diz a professora.

A ferramenta já foi testada no Estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, no Rio de Janeiro. Um especialista em modelagem construiu animações em 3D que reproduziram em detalhes o estádio, o que foi feito a partir de um levantamento prévio de dados que considerou as características da estrutura física, plantas e imagens fotográficas do ambiente, informações sobre a localização de portões, escadas, banheiros, corredores e outras áreas de circulação, além da capacidade de lotação e ocupação durante os jogos.


(29/1/2013)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra
Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]

Bioasfalto

O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.

Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.

Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.

Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.

Bioasfalto

O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".

Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.

A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.

Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.

Testes de campo

Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.

"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."

O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação.


Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ford lança plataforma aberta para acessar computadores de carros

Ford lança plataforma aberta de acesso aos carros
A plataforma OpenXC dá acesso à rede de dados interna do veículo, que segue um padrão chamado CAN.[Imagem: Ford]

Rede CAN

A fabricante de automóveis Ford decidiu atender a um apelo antigo dos aficionados em informática e em automóveis.

A empresa disponibilizou uma plataforma de hardware e softwares abertos cujo objetivo, a longo prazo, é permitir que os usuários "tunem" seus carros ou acrescentem novos aplicativos para controlar os dispositivos dos veículos.

A plataforma OpenXC é baseada no sistema operacional Android.

A maioria dos carros modernos é inteiramente controlada por computador, da afinação do motor até o GPS e o sistema de entretenimento.

Com o conjunto de hardware e software disponibilizado, os proprietários podem ter acesso à rede de dados interna do veículo, chamada CAN (Controller Area Network), um padrão que permite que os microcontroladores de cada parte do automóvel comuniquem-se uns com os outros sem precisar de um computador central.

O padrão CAN também é usado por outros fabricantes, incluindo as japonesas Toyota, Nissan e Honda, o que abre a possibilidade de que a OpenXC logo possa beneficiar também os proprietários de outras marcas.

Diversão e utilidade

Com a plataforma aberta, o usuário poderá conectar seu próprio computador ao carro e ler em tempo real dados como ângulo em que as rodas estão viradas, posição geográfica informada pelo GPS, velocidade, consumo de combustível etc.

Segundo a Ford, a ideia é soltar a criatividade dos usuários: "Por que não gerar uma imagem digital do movimento das rodas ao longo de todo o dia e enviá-la para a internet?", sugere a empresa.

Talvez isso seja divertido, mas fechar os vidros e ligar o ar-condicionado quando o motorista ligar o limpador de pára-brisas poderia ser mais útil.

Ford lança plataforma aberta de acesso aos carros
A empresa parece ter sido cautelosa nos acessos liberados até agora. Afinal, um acesso irrestrito ao automóvel abre riscos sérios de segurança. [Imagem: Ford]

Por enquanto estão disponíveis "mais de uma dúzia de diferentes medições em um número crescente de modelos de veículos".

"Nenhuma empresa sozinha consegue pensar em todas as possibilidades de aplicativos, e é por isso que a OpenXC dará a liberdade de experimentação para os desenvolvedores," diz a Ford no site da plataforma OpenXC, que está disponível no endereço http://openxcplatform.com/.

Vírus para carros

A empresa parece ter sido cautelosa nos acessos liberados até agora. Afinal, um acesso irrestrito ao automóvel abre riscos sérios de segurança.

Por exemplo, os motores dos carros são ajustados para um equilíbrio entre desempenho e economia, mas, com os ajustes adequados, pode-se facilmente deixar de lado a economia para se obter um rendimento muito maior, eventualmente desgastando o equipamento mais rapidamente - como ficaria a garantia nesses casos seria um assunto polêmico.

Mais sério ainda seria a possibilidade de invasão do sistema por ladrões ou usuários mal-intencionados, ou mesmo o desenvolvimento de vírus para carros - um aplicativo que desativasse o sistema de freios, por exemplo, teria efeitos literalmente desastrosos.


Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/01/2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Compra e venda de IES

A onda de aquisições envolvendo instituições de ensino superior não deve acabar tão cedo. Estão à venda duas universidades paulistas. A maior delas é a FMU, que tem 73.000 alunos. A rede vem sendo assediada há anos pelos grandes do setor, e no fim do ano passado abriu seus números a potenciais interessados.

Segundo EXAME apurou, a aquisição da FMU poderia custar cerca de 1 bilhão de reais.

 

A Unisa, que tem 28.000 alunos, também está à venda. Um dos maiores interessados nas duas universidades é o grupo americano Apollo, que há anos ronda o mercado brasileiro em busca de aquisições. Procurada, a FMU nega que esteja à venda. A Unisa confirma que vem sendo abordada por potenciais interessados.

 

 


Fonte: Revista EXAME – Edição 1033

23/01/2013

Posted via email from rmachadosp - posterous