Brasil defende sistema único na América do Sul para acelerar integração regional e permitir transferência de tecnologia entre os países
por Ansa
Santiago. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta segunda-feira que o país resolveu adotar o sistema de televisão digital japonês, conhecido como ISDB-T. Esta decisão "permite uma melhor qualidade de recepção da televisão digital, dadas as características do nosso país", comentou a mandatária, após assinar o decreto correspondente à adoção.
Segundo Bachelet, o sistema japonês, eleito também no Brasil, Argentina e Peru, "permite captar (canais) da televisão aberta no celular", além de "possibilitar que surjam mais alternativas de programação para os telespectadores".
A presidente chilena explicou que agora cabe ao Parlamento do país aprovar a regulamentação necessária, a qual deve buscar favorecer "o desenvolvimento da televisão local, comunitária, cultural e infantil que incentiva o desenvolvimento de novos conteúdos". "A partir de hoje se inicia uma nova e grande etapa para a televisão chilena e depende de todos poder aproveitar estes avanços tecnológicos, para que sejam em benefício da cidadania", concluiu a mandatária.
O Brasil, que adotou o sistema em 2006, vem promovendo uma campanha ao lado do governo japonês para incentivar que outros países da América do Sul façam o mesmo. No momento, Venezuela e Equador estão avaliando o padrão. O ISDB-T é uma evolução do sistema DVB-T, já que é mais eficiente contra interferência, além de permitir o envio de três programações diferentes simultaneamente e a captação de sinais em todo tipo de terminais móveis, como celulares e computadores portáteis.
O sistema também pode ser usado para transmitir dados e acessar os sites dos programas de televisão.
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