terça-feira, 9 de junho de 2009

Cuba rejeita formalmente volta à OEA

Havana diz que compartilha valores que contrariam o capitalismo
egoísta defendido pelo órgão
por Reuters Tamaño de texto Imprimir
 
 
 Havana. Cuba rejeitou formalmente nesta segunda-feira voltar à
Organização dos Estados Americanos (OEA), seis dias depois de o grupo
revogar a expulsão da ilha há quase meio século. Um comunicado do
governo publicado pelo jornal oficial Granma considera a decisão da
OEA como um "desacato" aos Estados Unidos, seu histórico inimigo.
"Cuba, no entanto, ratifica mais uma vez que não voltará à OEA",
disse.
 
Cuba "compartilha valores que vão contra os do capitalismo neoliberal
e egoísta que promove a OEA e tem o direito e a autoridade para dizer
não à ideia de se incorporar a um órgão no qual os Estados Unidos
ainda exercem um controle opressor", acrescentou.
 
Os 34 membros da OEA reunidos na quarta-feira passada (3) na cidade de
San Pedro Sula, em Honduras, derrogaram uma resolução de 1962 que
deixou Cuba de fora do grupo por pressões dos Estados Unidos. Durante
o último encontro da OEA, os Estados Unidos propuseram condicionar a
reincorporação de Cuba a avanços em direitos humanos, mas cedeu no
último minuto ante a resistência dos outros membros.
 
"Dessa forma o imperialismo sofre uma derrota utilizando seu próprio
instrumento", disse o governo cubano. Funcionários cubanos anteciparam
a rejeição da volta à OEA, que o ex-presidente Fidel Castro considera
um "lixeiro" que deve desaparecer. A Organização afirmou que a
eventual volta de Cuba deveria ocorrer por meio de um diálogo iniciado
pela própria ilha.

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